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Quarta temporada de “Girls” amadurece como suas personagens

Lena Dunham amadureceu. E com isso, Girls foi se solidificando dentro de seu próprio universo. Sua quarta temporada foi bem isso: a solidificação daquele recorte – um tanto ordinário, um tanto cool – resultando numa dramaturgia azeitada, do tipo que independe de uma trama forte para existir. Seus personagens em seus cotidianos, tornam a serie o que é. E basta.

Diferente das outras temporadas, nesse quarto ano, as quatro personagens evoluíram em suas histórias pessoais. Shoshanna (Zosia Mamet) manteve seu posto de personagem mais hilária da série. Sua busca profissional em paralelo com as questões afetivas (cada vez mais imprecisa e hilária) renderam episódios engraçadíssimos. Marnie (Allisson Williams) começou a temporada de forma promissora, mas ao longo da trama foi sofrendo as consequências de sua vocação. Jessa (Jemima Kirke) a mais subestimada na série, participou de momentos chave e com isso, reiterou a riqueza de seu personagem. Mesmo que sua trajetória esteja cada vez mais melancólica.

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E Hannah (a própria Lena) foi se desenvolvendo para além dos dilemas geracionais, e fazendo de suas questões afetivas com Adam (Adam Driver), uma oportunidade de expor sua identidade. Não tem como não sair ileso à construção estabelecida para um final de temporada tão dramaticamente forte. Prova do quão segura e promissora tem sido a criação da roterista/diretora/protagonista.

Girls já está confirmada para sua quinta temporada, no início de 2016. E a ansiedade de ver quais rumos Lena preparou para suas personagens é tão certa quanto a certeza de que a série não precisa ser mirabolante para atrair nossa atenção. E nosso afeto por aquelas quatros desmioladas sob uma New York muito bem representada.

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