em

Segunda temporada de "The Americans" problematiza o íntimo e o pessoal

The Americans é um reflexo da busca ou apenas da personalidade atual do canal FX em estabelecer-se como um dos principais responsáveis pela (já batida) panorama de Era de Ouro da televisão, principalmente na TV fechada ianque.
Sua segunda temporada foi ainda melhor que a estreia alcançado a humanidade assertiva no mundo de intrigas e falsas identidades que borbulham sobra a história.
A trama – que acompanha um casal de espiões russos (os excepcionais Keri Russell e Mathew Rhys) mandados para os Estados Unidos nos paranoicos anos 80 de Reagan, onde vivem e constituem família,num típico subúrbio perto de Washignton que, mesmo estranhos, fingem uma intimidade há anos – evolui para caminhos cada vez mais intrínsecos ao relacionamento dos dois frente às necessidades perigosas de seus ofícios.

366372-matthew-rhys-et-keri-russell-620x0-1

O convívio com a filha adolescente (o “encontro” dela com o cristianismo é um excelente gancho dramático), a tensão crescente com o FBI e a complexidade na ambiguidade da personagem de uma importante agente do KGB Nina (Annet Mahendru) tornaram esse segundo ano ainda mais envolvente e trazendo segurança para a história em si.
O comportamento humano sob pano de fundo de uma intrincada Guerra Fria, rendem desdobramentos que tornam os roteiros bem instigantes e garantindo a boa audiência do canal nos EUA. O final deixa a sensação que os conflitos estarão cada vez mais íntimos ao cotidiano doméstico dos dois. E pode ser tão ou mais perigoso que a sociedade capitalista que tanto abominam.
Daquele tipo de série para se acompanhar (atém o momento) sem medo…

Participe com sua opinião!