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"Shameless" ainda é grande dentro de seus (bons) excessos

Shameless é dos raros remakes americanos que evoluíram para além do original, no caso o inglês. Talvez a pecha de ser uma adaptação americana acabe por impedir um reconhecimento maior da crítica, mas é, atualmente, uma das melhores séries no ar.
Já confirmado para uma quinta temporada em 2015, a produção que acompanha o dia a dia de uma família disfuncional, os Gallaghers, teve uma temporada bem mais dramática que o normal, com a protagonista, Fiona, indo ao fundo do poço e levando a desestruturação do clã ainda mais acentuada. Mas também abrindo boas oportunidades de desenvolvimento de outros integrantes da família como o irmão Lip.
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Uma característica bem forte da série até aqui é sua profunda amoralidade que reflete até um nicho social norte americano pouco mostrado usualmente. Os roteiros e a direção acampam esse extremo e as histórias vão se desenvolvendo com um nível desmedido de absurdo, onde se extrai o humor e o interesse renovados mesmo após quatro temporadas. Aliás, essa foi a temporada mais assistida até agora, marcando uma média de 5.5 milhões de telespectadores por episódio depois de somado todas as plataformas em que a dramédia é exibida.
A via crucis de Frank (um trabalho excepcional de William H. Macey), que passou praticamente toda a temporada em cima de uma cama (ou maca de hospital), também rende piadas hilárias quando vai fazer um transplante no mercado negro. E a relação com a filha descoberta, também rende muitas cenas boas e oportunidade de Macey brilhar para além do lugar comum que seu personagem poderia cair em sua tipificação.
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O final deixa um gancho curioso para a quinta temporada, com a volta de personagens que quem acompanha Shameless desde sempre, vai saber que o que vem por aí promete ser ainda mais sexy, louco e amoral. Bela temporada…

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