Após chamar atenção com referências do rock alternativo com tons da psicodelia brasileira no EP “O Meu Sonho Eu Não Controlo”, a banda 335 reimagina a intensidade de suas canções em formato acústico. A faixa-título do trabalho foi a primeira de dois singles que o grupo disponibiliza nos serviços de streaming, reimaginadas em performances cruas. Agora, uma versão mais intimista para o single “Alice” completa esse ciclo e chega como vídeo e nas plataformas de música digital.
Ao desconstruir suas canções para uma nova proposta, a 335 cria uma ponte entre a trajetória pregressa da banda e os passos futuros. “Esse projeto acústico busca marcar bem um limiar entre tudo que foi gravado até então e o que está por vir. Como não é novidade pra ninguém, a 335 tem essa marca de trazer músicas inesperadas, flertando com diversas influências e mudanças bruscas em relação a projetos anteriores. Os acústicos se diferenciam das anteriores para abrir caminhos para coisas ainda mais imprevisíveis que estão por vir”, adianta o vocalista Lucas Rangel.
Enquanto retornava a “Alice”, primeiro single oficial da 335, o grupo também caminhava na direção de gravar os lançamentos sucessores do EP “O Meu Sonho Eu Não Controlo”. Se na versão original as guitarras entregam influências de rock alternativo noventista – não por acaso, o nome e a letra homenageiam uma de suas grandes inspirações, Alice in Chains -, agora a faixa ganha contornos de rock acústico nos arranjos de cordas.
Ainda para 2019, a 335 programa outros lançamentos. Além das versões acústicas de “Meu Sonho Eu Não Controlo” e “Alice”, esse momento de transição para a banda será brindado com um single inédito em outubro, de volta ao seu elemento mais rock n’ roll.
O nome 335 vem do número da casa dos irmãos Lucas, Daniel e Davi Vale. Foi lá que eles começaram a tocar e criaram um home studio. A ideia de iniciar uma banda surgiu da vontade de participar de um festival na escola onde estudavam. Na época, sem um vocalista, eles incentivaram o amigo de infância Lucas Rangel a cantar no grupo. E a jornada da banda foi muito além do evento para o qual foi criada, passando por casas, festivais e lonas culturais de Niterói e do Rio de Janeiro.
Com o amadurecimento e a experiência adquirida ao vivo, eles começaram a compor suas faixas autorais. Foi quando surgiu “Alice”. “Vendedor de Doce”, lançada em 2018, traz uma sonoridade muito mais pop e conta a história de um menino que saiu de casa aos 7 anos e foi seduzido por uma enigmática maleta de doce dourada. Ainda no ano passado, eles voltaram a trazer elementos agressivos do rock no single “Luisa”.
Esse caminho de experimentos ganhou corpo no EP “O Meu Sonho Eu Não Controlo”. Já para o acústico de “Alice”, a banda contou com mixagem e masterização de Davi Vale e João Gabriel, gravação no estúdio Hi Eight, filmagem e edição de Gabriel Manarte.
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