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Crítica: “Sem direito a resgate” é uma comédia com ritmo lento e poucas risadas

Nesta quinta-feira entra em cartaz nos cinemas brasileiros “Sem direito a resgate”, filme escrito e dirigido por Daniel Schechter, baseado no romance The Smitch (1978), de Elmore Leonard. Na trama, Mickey Dawson (Jennifer Aniston) é uma mulher casada exibida como um troféu pelo insensível e infiel marido, o rico empresário do ramo imobiliário Frank Dawson (Tim Robbins).

A vida do casal é alterada quando Mickey é sequestrada pelos inexperientes e trapalhões ladrões Ordell Robbie (Yasiin Bey) e Louis Gara (John Hawkes), e mantida refém na casa do simpatizante do nazismo Richard Monk (Mark Bonne Júnior), colecionador de armas, uniformes e outras lembranças da Segunda Guerra Mundial.

O sequestro parece ser um negócio muito rendável com um pedido de resgate de um milhão de dólares. Entretanto, o plano começa a dar errado quando o marido se recusa a pagar a quantia e até a negociar com os sequestradores, pressionado pela amante Melanie (Isla Fisher).

O longa é ambientado na cidade de Detroit, em Michigan, Estados Unidos, nos anos 70. Essa pode ser a razão pelo qual o filme é propositalmente (será?) lento e arrastado. Mas o resultado final não agrada e apenas cansa o público.

Outra dificuldade da trama é oscilar demais entre a comédia e o drama, sem conseguir assumir uma posição de comédia dramática. Os atores em geral estão bem em seus papéis, mas o roteiro não ajuda. Tim Robbins e Will Forte (que interpreta o vizinho apaixonado por Mickey) poderiam ter sido melhores aproveitados em seus papéis.

“Sem direito a resgate” é o terceiro filme do diretor Daniel Schechter, que também dirigiu “Goodbye baby” (2007) e “Supporting Characters” (2012). A direção de fotografia é de Eric Edwards e a supervisão musical de Laura Katz. Jennifer Aniston, além de atuar, é responsável pela produção executiva do longa ao lado do autor Elmore Leonard.

Curiosidade

No livro, o autor Elmore Leonard apresenta os personagens Odell Robbie e Louis Gara ao público. Foi o diretor Quentin Tarantino quem levou a dupla de bandidos para as telas do cinema pela primeira vez em “Jackie Brown” (1997) estrelado brilhantemente pelos atores Samuel L. Jackson e Robert De Niro.

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