What If Thor Feature
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Crítica de O Que Aconteceria Se…Thor fosse filho único?

Faz algumas semanas desde a última análise da série animada da Marvel Studios, What If…?, com o sexto episódio; e depois de tanto drama, personagens sombrios e contrapartes ainda mais sombrias de heróis que normalmente conhecemos como figuras positivas, vem um episódio cômico, estrelado pelo deus do trovão, Thor e sua gangue de alienígenas festeiros.

O que aconteceria se … Thor fosse filho único? Se Loki tivesse crescido entre os gigantes de gelo, o que isso teria acarretado no desenvolvimento do caráter do deus do Trovão, que cresceu sem o estímulo da competição com o deus da decepção? E o que sua verve e sua propensão inata para folia acarretariam, traduzida em festas intergalácticas altamente destrutivas, pelo menos uma em Midgard ou em nossa Terra? Quem consertaria as coisas? Perguntas que teremos resposta neste sétimo episódio de What If…?

É claro desde o início que o episódio, depois dos anteriores, todos ambientados numa tragédia, quer iluminar a narrativa, em favor de uma reviravolta ainda mais dramática. São truques de roteiro bastante básicos que sempre funcionam e, de fato, AC Bradley não perde tempo, escolhendo Thor como alavanca para esta manobra.

A ideia é funcional, também porque Chris Hemsworth, além do charme indiscutível, tem seus talentos cômicos que raramente são totalmente explorados. como aconteceu no muito criticado Ghostbusters (2016).

Festa a noite toda

O problema, como em outros episódios da série, é que as ideias são mal interpretadas na fase de redação, partindo da questão fundamental: What If… Thor Were an Only Child?; “O que aconteceria se Thor fosse filho único? “; a pergunta é interessante, mas as implicações não tão importantes levam a um episódio fraco. Honestamente, a infância e a adolescência de um príncipe Loki de Jotunheim, seria bem mais curioso.

Thor, sem Loki, com os seus conhecidos camaradas asgardianos, vive na gandaia, mais livre e vaidoso. A pergunta fica por que a ausência de Loki o tornaria assim, não tem muita explicação, já que o contexto permanece o mesmo, incluindo as  figuras parentais.

O efeito alienante com Thor, no entanto, não o torna apenas uma versão exagerada do que já era, no UCM, onde nunca foi apresentado como um personagem sério, como é clássico nos quadrinhos. Se tivessem mudado da história em quadrinhos para a que é apresentada, teria sido um bom efeito, mas aqui é apenas Hemsworth que foi instruído a interpretar um Thor livre de qualquer moral.

A chegada de Thor, exatamente como no filme original, é prevista pela cientista Jane Foster e sua amiga e assistente Darcy Lewis, que não mudam um milímetro em relação ao que já foi apresentado nos filmes, inclusive acentuando as personalidades já conhecidas. E aqui também é uma pena: Natalie Portman, embora cheia de talento, sempre esteve enjaulada, degradada em seu papel de cientista por estar constantemente à mercê de sua atração pelo Asgardiano. Praticamente todo o episódio é no limite da comédia, com Thor celebrando ao redor do mundo, combinando desastres mais ou menos voluntariamente, e a SHIELD tentando impedir.

Nesse ponto, torna-se uma sequência de referências, aparições absolutamente aleatórias e cenas engraçadas, repropondo lutas no estilo Dragon Ball, paródias inesperadas do Superman de Richard Donner e muita comédia colegial, e finaliza com um Thor tentando consertar tudo antes de Frigga chegar à Terra para puxá-lo pelas orelhas.

Certamente, se há um aspecto a elogiar neste episódio, é o técnico: pode haver algumas cenas sem conexão, mas quase se tem a impressão de assistir um clássico da Disney pela qualidade da animação, pelo bom desenho dos personagens e pelo dinamismo das cenas, tudo também agraciado por uma dublagem feita pelos atores originais. Mas relaxe, pegue seu hidromel, cerveja ou sua bebida favorita, alcóolica ou não, prepare-se para uma festa.

No mais, a única coisa surpreendente fica para o final, na forma de mais uma das inevitáveis ​​cenas pós-créditos da Marvel, mas vamos deixar para a análise dos dois últimos episódios para explicar melhor.

Nota: Regular – 2.5 de 5 estrelas

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