19ª Cineop celebra animação no Brasil

CineOP propõe refletir mais de um século de produção da animação no país

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Fruto de uma coletividade ora circunstancial, ora deliberada, o cinema de animação no Brasil tem particularidades tão específicas que sua própria autoralidade será celebrada em sentido amplo na 19a CineOP ­– Mostra de Cinema de Ouro Preto. A ser realizada entre os dias 19 e 24 de junho, a Mostra adotou como eixo “Cinema de animação no Brasil: uma perspectiva histórica” para destacar essas criações e vai contar a presença de diversos profissionais da área do país para, juntos, receberem o tributo pela contribuição singular ao desenvolvimento técnico e estético dessa linguagem.

Alguns dos realizadores a estarem presentes na CineOP representando parte desse cenário de coletividade da animação vêm de diversas partes do país: Nara Normande (AL), Otto Guerra (RS), Marco Arruda (RS), Ingrid Wagner (PR), Igor Bastos (MG), Rosana Urbes (SP), Sávio Leite (MG), Catapreta (MG), Marão (RJ) e Wesley Rodrigues (GO), Tânia Anaya (MG), entre diversos outros.

A Mostra História vai reunir 47 filmes animados, entre curtas e longas-metragens, a radiografar parte da trajetória dessa linguagem na produção brasileira. A sessão de abertura da Mostra, na noite do dia 20 (quinta-feira), na praça Tiradentes, será o pontapé para esse mergulho. Serão seis curtas-metragens: “Passo” (Alê Abreu, 2007), “Respeitável Público” (Irmãos Wagner, 1987), “A Saga da Asa Branca” (Lula Gonzaga, 1979), “Até a China” (Marão, 2015), “Novela” (Otto Guerra, 1992) e “Castelos de Vento” (Tania Anaya, 1999).

No dia 21 (sexta-feira), acontece a roda de conversa “Animação ontem e hoje”, que vai reunir Adriana Pinto (executiva criativa e animadora), Arnaldo Galvão (produtor e diretor de animação), Otto Guerra (produtor e diretor) e Tania Anaya (cineasta) para debaterem o cenário do passado e presente do setor no país, bem como perspectivas para o futuro.

Para Cleber Eduardo, curador da Temática Histórica, “aos trancos e barrancos, em algumas obras específicas ou no conjunto em diferentes décadas, a animação brasileira chega a 2024 com tantos orgulhos e muitas demandas”. Para ele, o cinema brasileiro de animação oscila em seu percurso histórico entre jornadas obsessivas de algumas pessoas da criação, às vezes autodidatas trabalhando sozinhas durante muitos anos, e iniciativas coletivas nas quais as diferentes funções da equipe se integram em um projeto não menos autoral.

“Celebrar o espírito de grupo e a prática coletiva da animação não é abolir a centralidade criativa da direção ou defender apenas os coletivos de animação, pois um segmento alimenta o outro”, justifica Cléber. “A animação é uma arte das mãos, mesmo quando mediadas pelas tecnologias mais avançadas, e manter o padrão com diferentes mãos é, no mínimo, um desafio de desapego a estilos muito pessoais, que se tornam interpessoais também, em busca de um controle sobre o processo e de estratégias com vistas a uma obra de criação com objetivos em comum”.

O professor e diretor de animação Fábio Yamaji, cocurador dessa edição da CineOP, destaca que a animação é provavelmente a forma de expressão que mais consome horas de trabalho dos profissionais – em alguns trabalhos, são muitos anos de realização, especialmente na chamada fase de animagem. “Um modelo ativamente participativo é mais enriquecedor e gratificante do que fazer parte de uma produção onde tudo é definido previamente em reuniões e pesquisas de referência, para depois ser imposto à equipe, de quem não se conta com a criatividade”, diferencia ele.

O EVENTO DA PRESERVAÇÃO, HISTÓRIA E EDUCAÇÃO

Mostra audiovisual pioneira desde sua criação (2006) a enfocar o cinema como patrimônio em intercâmbio com o mundo e reafirma anualmente seu propósito de ser um empreendimento cultural de reflexão e luta pela salvaguarda do rico e vasto patrimônio audiovisual brasileiro. Estrutura sua programação em três temáticas: preservação, história e educação, presta homenagens, realiza exibição de filmes brasileiros e internacionais – longas, médias e curtas – oficinas, debates, seminário, mostrinha de cinema, sessões cine-escola, atrações artísticas e promove anualmente o Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais Brasileiros e o Encontro da Educação: Fórum Rede Kino.

SÍNTESE DA PROGRAMAÇÃO

Durante seis dias de evento, o público terá oportunidade de vivenciar um conteúdo inédito, descobrir novas tendências, assistir aos filmes, curtir atrações artísticas, trocar experiências com importantes nomes da cena cultural, do audiovisual, da preservação e da educação, participar do programa de formação e debates temáticos de forma gratuita.

ABERTURA OFICIAL

EXIBIÇÃO DE FILMES – LONGAS, MÉDIAS E CURTAS

PRÉ-ESTREIAS E MOSTRAS TEMÁTICAS

HOMENAGEM

MOSTRINHA

MOSTRA VALORES

SESSÕES CINE-ESCOLA

19o ENCONTRO NACIONAL DE ARQUIVOS E ACERVOS AUDIOVISUAIS BRASILEIROS

ENCONTRO DA EDUCAÇÃO: XVI FÓRUM DA REDE KINO

DEBATES, DIÁLOGOS E RODAS DE CONVERSA

OFICINAS

MASTERCLASSES INTERNACIONAIS

PERFORMANCE AUDIOVISUAL

EXPOSIÇÃO

LANÇAMENTO DE LIVROS

CORTEJO DA ARTE

SHOWS

SERVIÇO

19ª CINEOP – MOSTRA DE CINEMA DE OURO PRETO
19 a 24 de junho de 2024 | Presencial e Online
WWW.CINEOP.COM.BR
LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA
LEI ESTADUAL DE INCENTIVO À CULTURA
Patrocínio Máster: INSTITUTO CULTURAL VALE
Patrocínio: ITAÚ, CEMIG, AYMORÉ, CAIXA
Parceria Cultural e Educacional: PREFEITURA DE OURO PRETO, UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO, SESC EM MINAS, INSTITUTO UNIVERSO CULTURAL E CASA DA MOSTRA
Idealização e realização: UNIVERSO PRODUÇÃO
SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E TURISMO DE MINAS GERAIS/GOVERNO DE MINAS GERAIS
MINISTÉRIO DA CULTURA/GOVERNO FEDERAL/ UNIÃO E RECONSTRUÇÃO

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