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Anna Faris salva “Qual Seu Número?” do conservadorismo puro

As tradicionais e onipresentes comédias americanas estão mesmo ficando mais saidinhas. Se a proposta narrativa ainda não se arrisca em temas mais – digamos – europeus, o conteúdo como um todo, principalmente no grafismo de suas cenas de sexo, estão fugindo do artificialismo a la Meg Ryan.

Qual Seu Número vai bem por essa tendência. A premissa agrada em cheio seu público-alvo: Ally, vivida com um estranho carisma por Anna Faris, após ler uma matéria na revista Marie Claire em que dizia que uma mulher transado em média com cerca de 10 homens diferentes durante a vida, começa a pirar ao constatar já ter ido para a cama com, pelo menos, o dobro dessa estatística. Para não aumentar isso e se tornar uma vadia ela parte em busca desses 19 homens para que, dentre eles, saia o grande amor da sua vida.

Claro que o argumento é super conservador (diria até republicano!), mas, convenhamos, esses testes e análises de revistas femininas são em sua maioria bem equivocados no sentido em si. Daí só nos resta procurar diversão com o desenvolvimento do roteiro, que o faz dentro da esperada previsibilidade e até certa gratuidade, principalmente da nudez de seu galã, o ator Chris Evans, vizinho desempregado de Ally que a ajuda nessa “investigação”, mas que claro se vê enredado pela mocinha

Qual Seu Número está mais para Amizade Colorida que para Sexo Sem Compromisso, ainda que o termo originalidade passe longe desse filme. Mas Anna Faris, que andava precisando mesmo sair da pecha de “atriz do Todo Mundo em Pânico” é hilária e leva essa bobagem nas costas.

[xrr rating= 3/5]

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