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Crítica: Namorados Para Sempre

Crítica: Namorados Para Sempre | Filmes | Revista Ambrosia

Blue Valentine conta a história do casal Cindy e Dean, interpretados por Michelle Williams e Ryan Gosling. Se a atuação dela rendeu uma indicação para o Oscar, se ela o ganhasse não seria justificado. Afinal, ainda que ela esteja muito bem, seu parceiro está ainda melhor. No Brasil, o título ficou Namorados Para Sempre, a pior tradução de título de filme já vista.

Acompanhamos o casal no presente, com uma filha de 3 anos, e seu começo de relacionamento, 5 anos antes. A transformação dos dois é aparente: ela se tornou uma enfermeira que faz plantões de madrugada e não tem paciência para lidar com ninguém; ele agora é alcoólatra e sem ambição.

No começo do filme, é notável que eles já não se entendem mais. Ele ainda parece gostar dela, mas ela não dá a mínima pra ele. Alguma coisa aconteceu com ela – mas o que? Ficamos sem essa resposta. Temos que nos contentar apenas com a clássica “a vida aconteceu, o relacionamento se desgastou, a vida de casado não é um sonho”.

E é nesse momento que o roteiro falha. Porque embora aos olhos alheios essas respostas são suficientes, sabemos que mais de perto, o buraco é mais embaixo. Mas o motivo do fim do relacionamento de Cindy e Dean não aparece. Ela fica desgostosa com a vida, e ele continua a ser o mesmo malandro de antes. Por quê? Não sabemos. O que parece é que o que os uniu foi a gravidez precoce de Cindy, e se não fosse isso, eles acabariam terminando em algum momento – provavelmente ela, já que ela tinha sonhos mais altos do que os dele.

Mas temos que dar os créditos para o ponto alto do filme, a dancinha de Michelle Williams ao som de Ryan Gosling com o violão. Lindo. A atuação dos dois é o que salva a película. O importante é ter em mente que, se você for assistir com o namorado ou a namorada, não vá achando que o filme vai fortalecer a relação e dar um motivo para vocês ficarem juntos para sempre. Muito pelo contrário.

[xrr rating=4/5]

Título Original: Blue Valentine

Ano: 2010

País: Estados Unidos

Direção: Derek Cianfrance

Duração: 112 min

3 Comments

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  1. Pior que esse título só o Persona do Bergman que traduziram como “Quando duas mulheres pecam”, parece pornochanchada! ahahahah! Bem triste esse nome!
    Mas um tapa na cara quem leu o título só em portugues, e achou que era um filme nhenhe felizes para sempre! o filme é meio triste e eu gostei. Gostei das passagens do passado com o presente, e realmente…ótima atuação de ambos! 😉

  2. Tha, aqui é a Gabi da pós…rsrs Entro sempre nesse site mas nunca tinha reparado ou não cheguei a ler que você escreve aqui….que coincidencia!!! rsrsrs
    Eu não assisti o filme, mas com as criticas negativas da minha mãe que assistiu, aliadas aos seus comentários….acho que vou deixar pra lá…rsrs
    Beijos no corãção, saudades já.

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Publicação Thais Aux