Ambrosia Filmes Festival do Rio: A Falta Que Nos Move

Festival do Rio: A Falta Que Nos Move

Milhares de pessoas choram no mundo. Se a gente acha que as nossas dores são tão importantes, vamos chorar agora e mostrar para a câmera.

13 horas de filmagem. 3 câmeras na mão. 5 atores dirigidos por torpedo de celular. Depois de quatro anos de pesquisa de linguagem, a peça A Falta Que Nos Move, de Cristiane Jatahy, ganha sua versão cinematográfica.

A proposta pode parecer estranha para o público de cinema, mas depois que é absorvida, não há como ficar indiferente. Os atores seguem um plano de cenas. Parte do texto é ficcional, mas muita coisa é de improviso. As regras do roteiro e a direção vinda pelo SMS vão misturando as emoções, enquanto uma sexta pessoa é esperada para um jantar.

Fica impossível discernir o que é real e o que é encenação. A dor, a carência, o vazio, a cumplicidade, o riso, o amor… Tudo vai aparecendo, e revelando a tal falta que é tão motivadora. O trabalho de câmera e a edição são excelentes, e ajudam o público a se envolver com aquelas pessoas. É um casamento perfeito entre teatro em cinema, sem cair naquele estilo de “peça filmada”.

Parte da mostra Brasil Novos Rumos, não poderia estar em melhor categoria. É um rumo novo e refrescante para o cinema nacional. Um formato que dificilmente se tornará norma (e nem deveria), mas que é com certeza moderno, e talvez por isso mesmo, revelador.

2 Comentários

    • Que legal Renato, espero que você goste. Não dá para garantir, por que com coisas novas sempre é algo tipo “ame ou odeie”, mas a idéia é boa, os atores são ótimos, a execuação é interessante. Então é só ter em mente que é algo novo, estranho, e curtir.

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