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Festival do Rio: As Praias de Agnes

As Prais de Agnes

Pequena Notável

Agnès Varda, diretora de “As Praias de Agnes”, é fantástica. É considerada percussora da Nouvelle Vague com seu La Pointe Courte (1954) que mescla documentário e ficção. Mais tarde, em 1962, traria-nos Cléo de 5 à 7, uma brilhante brincadeira com o tempo cinematográfico. Depois…

Depois, leitor, você se informa a respeito. Internet é para isto. Outra coisa que é para isto é o autorretrato do presente filme. Conde de Buffon, ou Georges-Louis Leclerc, naturalista que viria a influenciar Darwin, já dizia que o estilo é Homem. É através do estilo dulcíssimo de Agnès que vemos quem é esta mulher.

A criatividade está presente em cada fotograma. Vemos todas as variações de linguagem que o cinema documental já nos apresentou adicionado a outras recém inventadas pela genial senhora. É voz em off, voz em over, docudrama e o escambau.Desde o berço belga da Heroína, passando pela educação na França de Pétain, seu interesse pela fotografia, o interesse pelo cinema advindo desta, seu casamento, filhos e nostálgica viuvez do também grande Jacques Demy, sua passagem pelos E.U.A…

O filme papou dois dos mais importantes prêmios franceses que poderia levar: o César e a Estrela de Ouro de melhor documentário. Até aí nada. O mais destacável é o merecimento desta pequena grande obra desta pequena grande artista.

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Publicação André Tag