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Festival do Rio: Ilusões Óticas

O chileno Cristián Jiménez estreia na direção sem brilho especial, mas com muita competência, tornando Ilusões Óticas um filme que vale a pena ser visto, mas somente se não tiver um concorrente de peso na decisão.

O filme conta uma passagem marcante na vida de um grupo de pessoas que em comum possuem o fato de viver em Valdivia, cidade ao sul do Chile, e estarem ligados a relacionamentos de sangue ou trabalho. Juan recuperou a visão através de uma cirurgia, mas além de enxergar tudo borrado, perdeu seu círculo social de amigos, o emprego e está em crise com a esposa. Aparentemente a única coisa boa em sua vida é um trabalho em uma campanha publicitária para um grupo de saúde local.

Nesta empresa trabalhava David, funcionário com décadas de casa que agora precisa fazer um treinamento para conseguir se encaixar novamente no mercado de trabalho. David então conhece Manuela, jovem insatisfeita com a vida, vivendo com seu irmão Rafa e desejando colocar silicone nos seios para atrair um homem. Rafa por sua vez também vive uma vida ordinária, e ao conseguir um emprego de zelador em um shopping center acaba se envolvendo sexualmente com a cleptomaníaca Rita, ex-mulher de Gonzalo, gerente da empresa de saúde que guarda suas esperanças na campanha de marketing com Juan.

Partindo da premissa que vivemos uma sociedade deturpada pela própria complexidade humana, verdadeiras “ilusões óticas” para uma pessoa que enxergaria o mundo pela primeira vez, Jiménez utiliza drama e humor negro para equilibrar o roteiro, estável e sem surpresas do início ao final. Sem brilho.

[xrr rating=2.5/5]

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