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Festival do Rio: Queridinho da Mamãe

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Queridinho da Mamãe conta a história de Mikey. Casado e pai de uma filha, ele volta à Nova York por alguns dias a trabalho, e fica na casa dos pais. O cancelamento de um voo o obriga a estender a estada, até que ele deixa de atender os telefonemas da esposa, liga dando desculpas no trabalho e vai se deixando ficar, em meio às lembranças de seu antigo quarto, a coleção de revistas em quadrinhos e os cuidados da mãe.

O filme se arrasta algumas vezes, já que é muito centrado no espaço entre a cama de Mikey e a mesa onde sua mãe serve o jantar, mas o ponto alto é essa relação e seus problemas. Em Eu matei minha mãe, temos um adolescente gay, com toda a rejeição de tal condição carrega, em conflito com a mãe com quem mora sozinho e desaprova. Em Queridinho de Mamãe, vemos um homem adulto, heterossexual, casado, pai, que volta por acaso para o ninho acolhedor da casa dos pais. Sendo este um filme americano, é pertinente discutir essa necessidade, já que lá os filhos são criados para seguirem seu caminho muito cedo, de forma independente, ao contrário da cultura latina.

É o resultado dessa transição, que pode muitas vezes ser traumática, que alimenta o filme.

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Publicado por Fabricio Longo

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