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Festival do Rio: a tocante humanidade de “Nise – O Coração da Loucura”

Lagrimas rolaram na sessão da Premiere Brasil do Festival do Rio 2015 com a exibição do tocante Nise – O Coração da Loucura, do diretor Roberto Berliner.

A cinebiografia conta a história da doutora Nise da Silveira, que vai trabalhar em um hospital psiquiátrico no Rio de Janeiro na ala de esquizofrenia. Dedicada a uma abordagem muito mais humanista do que o feito na época, ela acredita que seus pacientes deviam ser tratados com afetividade e iniciando assim uma revolução ao investir no talento artístico deles, para deixarem seu lado criativo aflorar, apesar de não necessariamente curados.

Esses atos acabaram gerando muita controvérsia numa época em que tanto o setor quanto a participação médica feminina eram muito frágeis.

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O roteiro procura refletir exatamente a persona dessa mulher, ou seja, sensível, mas sem ceder à sentimentalismos, buscando retratar o entrosamento e o crescimento da relação de Nise com seus clientes (pois ela detestava o termo “pacientes”).

O filme tem problemas relacionados a sua questionável fotografia e, talvez, em sua conclusão, soando um tanto apressada. Por outro lado, tem Glória Pires com sua própria dignidade dando vida à densa dignidade de Nise. Sua interpretação é luminosa e precisa.

Nise – O Coração da Loucura exala o humanismo que retrata. E é isso que torna o longa tão bom. E justifica toda a sucessão de fungadas emocionadas que ouvi ao fim da sessão.

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