Louis – Uma interessante promessa do cinema ‘independente’ americano

imagesOs tempos estão difíceis para os cineastas do mundo inteiro. No Brasil e em muitos outros países da América do Sul e Europa, depende-se quase que exclusivamente de leis de incentivo para a produção de filmes. Nos EUA, o número de blockbusters que realmente dão lucro aos estúdios vem caindo – assim como a bilheteria, de maneira geral , e o cinema independente já virou um filão perigoso para os investidores, sempre atrás de um novo Pequena Miss Sunshine ou Juno. Isso sem contar a luta eterna que os diretores autorais tem para conseguir estrear seu filmes no circuito comercial com o corte final que desejam. Os investidores querem sempre a promessa certa de seu dinheiro de volta, e com lucro. Nada mais justo. E é por isso que os detalhes da produção de Louis, uma cinebiografia do mestre do jazz Louis Armstrong, são tão interessantes e justificam a antecipação por um filme de um diretor estreante que ainda não foi assistido.

louEste é a primeira incursão no mundo cinematográfico pelo bilionário Dan Pritzker, herdeiro da rede de hotéis Hyatt, conhecido por manter um fundo milionário de incentivo a jovens talentos musicais nos EUA. Louis não é apenas um filme de um magnata excêntrico como Howard Hughes, mas sim um projeto multimidia bastante interessante e com artistas de muito talento. Por ser um projeto pessoal de um diretor sem amarras econômicas, o filme não foi feito com o intuito de fazer milhões de bilheteria, mas sim como uma obra de arte e entretenimento para amantes do cinema e da música. Louis é um filme mudo protagonizado por Jackie Earle Haley (Watchmen, Pecados Íntimos) e Anthony Mackie (Guerra ao Terror, Half Nelson) e conta a sofrida história da infância do músico com toques de fantasia e do sensível humor chapliniano, além de excelentes visuais – diretor de fotografia é o responsável por produções recentes de Woody Allen, Vilmos Zgimond –, como mostra o trailer.

louis film premiereE o melhor de tudo é que o filme será apresentado nos EUA  em datas selecionadas, acompanhado de uma big band de jazz comandada por Wynton Marsalis, executando a trilha musical durante os 68 minutos do longa. E essa turnê ainda deve se estender por mais datas.

Enquanto aguarda a estréia de Louis, em 25 de agosto, Pritzker já finaliza outro projeto, a cinebiografia do jazzista Buddy Bolden, que funcionará como uma espécie de continuação, pois Bolden era uma das influências de Armstrong quando jovem. Esse longa deve estrear no mesmo formato, em 2011. São filmes perfeitos para passar pelos grandes festivais de cinema no Brasil. Quem sabe?

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