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“Meu Malvado Favorito 2” é divertido, mas não traz grandes inovações

Em 2010, o mundo se divertiu com os planos de Gru (dublado por Leandro Hassum na versão em português e Steve Carell no original) para se tornar o maior vilão de todos ao tentar roubar a Lua e superar o seu inimigo Vetor (Marcius Melhem / Jason Segel). O protagonista só não contava ter o seu coração de gelo derretido ao adotar as órfãs Margot,  Edith e Agnes (como parte de seu estratagema) e formar uma família com as meninas e seus Minions, que se tornaram o grande destaque de “Meu Malvado Favorito” (“Despicable Me”) e ajudaram o filme a se tornar um dos maiores sucessos daquele ano. Por isso, não foi nenhuma surpresa quando anunciaram que seria produzida uma continuação, feita pelos mesmos diretores, Chris Renaud e Pierre Coffiin.

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Em “Meu Malvado Favorito 2” (“Despicable Me 2”), Gru está mais domesticado do que nunca. Ele se aposentou de suas vilanias e se dedica a cuidar das meninas e a produzir geleia de frutas em seu laboratório gigantesco, para desgosto de seu assistente, o Dr. Nefário. Tudo muda no dia em que surge a agente Lucy Wilde (Maria Clara Gueiros/ Kristen Wiig), da Liga Anti-Vilões. Ela “recruta” Gru para que a ajude a encontrar um novo vilão, que roubou uma substância secreta que pode transformar animais dóceis em feras incontroláveis. Como o criminoso pode ter se escondido num grande shopping center, a dupla usa um disfarce para tentar encontrá-lo e prendê-lo. Gru investiga vários suspeitos, mas desconfia que Eduardo Perez (Sidney Magal / Benjamim Bratt), um divertido dono de um restaurante, possa ser, na verdade, El Macho, um facínora que estava desaparecido há anos.

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Os realizadores de “Meu Malvado Favorito 2” não jogaram para perder. Então, desenvolveram o novo filme enfatizando os elementos que deram certo na primeira parte, como a divertida e terna relação de Gru com Margot, Edith e Agnes (que continuam muito fofinhas e adoráveis), cuja única novidade é mostrar que a mais velha das três começa a se encantar com os meninos (especialmente o filho de Eduardo), o que deixa o seu pai adotivo morto de ciúmes. Mas quem comanda mesmo o espetáculo são os Minions, que além de ganharem nomes, protagonizam inúmeras cenas que podem levar o espectador rolar de rir na cadeira. De fato, eles são mesmo bem engraçados. Mas o filme carece de um roteiro melhor, que não precisasse depender tanto dos Minions para cativar e até mesmo surpreender. Neste aspecto, o pessoal da Pixar ainda leva a melhor.

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Leandro Hassum novamente faz um ótimo trabalho com a voz de Gru, como resultado de uma busca de ser um personagem diferente e não uma simples extensão do que já fez em alguns programas na TV e filmes, como “Até que a sorte nos separe”. Maria Clara Gueiros, por sua vez, conseguiu melhorar bastante em relação à sua dublagem equivocada no desenho da Disney “Bolt-Supercão”. Mas ainda assim, não fez nada além do correto. Já Sidney Magal… Bem, é o Sidney Magal, certo? Porém, pode até ter gente que goste do que ele realizou com Eduardo. Um dos destaques positivos do filme é sua trilha sonora, composta novamente pelo cantor Pharrell Williams e que tem alguns sucessos de grupos como Village People e Backstreet Boys

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Com algumas citações de sucessos, como o “007 – O espião que me amava”, “Halloween”, “Alien” e até mesmo o recente “Guerra Mundial Z”, “Meu Malvado Favorito 2” não deve decepcionar os fãs do primeiro filme, especialmente as crianças. Mas o espectador mais exigente pode se entediar com essa sequência, principalmente para quem não liga muito para os Minions. De qualquer forma, fique durante os créditos finais, por causa de uma divertida sequência envolvendo os baixinhos amarelados, que devem ganhar um filme só deles nos próximos anos.

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