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MUBI, uma experiência para os cinéfilos

O MUBI é uma rede social criado a cerca de 3 anos – inicialmente chamava-se The Auteurs – voltada especificamente para cinéfilos, com quase um milhão de membros. E você deve estar se perguntando por que diabos entrar em mais um desses sites. Pois se você gosta de se aventurar por filmes menos comerciais ou é um rato de festivais que não tem medo de experimentos de linguagem cinematográfica, a resposta é bem simples.

O site foi criado pelo selo norte-americano Criterion Collection, especializado em edições de luxo de filmes clássicos ou recentes, recheadas de bonus – cheias de textos, comentários, curtas, documentários e making ofs – lançadas em DVD e Blu-Ray lá fora. É a empresa mais respeitada do ramo, cujos lançamentos são bastante aguardados e muito elogiados. Além disso, o MUBI é parceiro da World Cinema Foundation, organização de Martin Scorsese especializada em restaurar obras quase esquecidas do passado. A soma desses fatores traz seu principal atrativo, uma grande variedade de filmes disponíveis para assistir através de streaming, muitos dos quais nunca tiveram lançamento no Brasil – e que também não são fáceis de achar pela internet – além de muitos curta-metragens de difícil acesso. Bons exemplos disso são a versão de Alice No País das Maravilhas datada de 1903 e o longa The Housemaid, um clássico sul-coreano que foi alvo de um interessante remake recentemente.

É claro que nem tudo são flores e a maioria dos filmes custam uma módica quantia em dinheiro e nem todos estão disponíveis para ser acessados em nosso País. Mas ainda assim, há uma boa oferta de filmes gratuitos, principalmente durante os grandes festivais de cinema, que promovem exibições on-line de alguns de seus filmes através do site, sempre gratuitamente.

Neste instante, por exemplo, há uma sessão com curadoria do Festival de Cannes disponibilizando vários longas e curtas que concorreram na Semana da Crítica em anos anteriores. Há desde filmes mais conhecidos como o argentino XXY, o mexicano Déficit e o francês Desde Que Otar Partiu, até os mais obscuros como a animação norueguesa Free Jimmy e o cubano Entre Ciclones.

Como não poderia deixar de ser, também há uma sessão voltada para as novidades do mundo dos festivais, The Notebook, sempre com relatos, resenhas e matérias sobre o que se passa nos quatro cantos do mundo. Sempre que um filme que gera grande expectativa é lançado, faz-se um apanhado de todas as críticas relevantes quanto à obra na mídia. Há ainda a sessão Garage, uma espécie de workshop on-line para ajudar jovens cineastas com seus primeiros passos, inclusive abrindo competições de curtas.

O site não tem o volume de informações de um IMDB, por exemplo, que ainda é a melhor fonte para matar a curiosidade sobre quaisquer aspectos possíveis dos filmes, mas não é para isso que ele foi criado, talvez ecoando o sentimento de muitos diretores que reclamam dos fãs obcecados por cada pequeno detalhe de seus filmes fora das telas. Como ferramente social, o MUBI não é tão ágil, mas tem algumas boas surpresas como a integração com o PS3. Existem bons fóruns de discussão, cada membro pode dar notas aos filmes que assistiu, fazer amizades, mostrar seus filmes preferidos e fazer listas temáticas bem organizadas.

Enfim, uma bela pedida para os interessados no passado, presente e futuro do cinema.

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  1. Gostaria de saber o procedimento para cancelar a minha conta do MUBI. Podem me orientar, por favor? Por motivos de força maior não poderei infelizmente manter o serviço e preciso cancelar com certa urgência. Aguardo retorno.

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Navegante

Publicado por Henrique Amud

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