O Hobbit: Uma aventura muito esperada

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O Hobbit: Uma aventura muito esperada | Filmes | Revista Ambrosia

Em um longínquo 1999, quando todos estavam sob o efeito da decepção do tão esperado Episódio I da saga Guerra nas Estrelas (que logo passou a ser chamada universalmente pelo título original Star Wars) foi anunciado que já estava em pré produção a adaptação para o cinema de uma outra saga amada pelos nerds: O Senhor  dos Anéis. Com o objetivo de fazer todos esquecerem a bisonha animação de 1978, os três livros de J.R.R. Tolkien seriam filmados simultaneamente (para evitar inflação dos cachês, claro) e teria sua primeira parte, A Sociedade do Anel lançada no final de 2001. Aquilo serviu de alento para os nerds órfãos de uma boa fantasia no cinema. Se Guerra nas Estrelas decepcionou, poderíamos sonhar com a saga do Um Anel.

Em dezembro de 2001, quando o mundo ainda se recuperava da queda das torres gêmeas em Nova York e morria de medo do anthrax, o universo fantástico de Tolkien fez com que todos esquecessem um pouco a paranoia, e trouxe alento de dias mais auspiciosos. Como fizera Guerra nas Estrelas em um 1977 de crise financeira aguda, desemprego em massa e escalada da violência urbana nos E.U.A.

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A película foi um sucesso, talvez até um pouco maior do que a New Line Cinema, estúdio produtor, esperava.  E isso também se traduziu em prêmio da Academia; somando os três filmes, Senhor dos Anéis arrematou nada menos do que dezessete Oscars, incluindo o de melhor filme para O Retorno do Rei. Uma justa ação de reconhecimento do trabalho hercúleo do neozelandês Peter Jackson em levar para as telas da melhor forma possível, algo que era considerável infilmável.

Jackson e as roteiristas Phillipa Boyens e Fran Walsh transcreveram quase à risca a obra de Tolkien, com algumas alterações e supressões para caber melhor na mudança de mídia. Algumas não muito acertadas, outras realmente necessárias, e o somatório foi bastante positivo. A concepção visual foi um capítulo a parte, a escolha e caracterização do elenco também ajudou. Como não acreditar que Sir Ian McKeller é Gandalf e que o eterno Drácula Christopher Lee é Saruman?

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Com tanto êxito a pergunta que não queria calar era quando sairia O Hobbit? Havia todo o problema com os direitos autorais que pertenciam à MGM enquanto o contrato de Peter Jackson era com a New Line. Quando tudo fora resolvido ficou acertado que Peter Jackson produziria e escreveria com suas roteiristas e Guillermo Del Toro dirigiria. Depois de problemas com greves, direitos autorais e quase falência da MGM, Del Toro declinou e Jakson voltou para o comando da franquia, estipulando nova data de lançamento para dezembro de 2012.

O filme, que estréia esta sexta-feira, pode ser considerado uma tarefa mais leve para Jackson, não só pelo tom da trama, mas também pela simplicidade da história a ser contada. O Hobbit foi escrito por Tolkien antes de O Senhor dos Anéis, e a intenção era contar uma fábula para os pequenos, ao contrário de sua continuação, que ganhou contornos épicos, metáforas, conflitos humanos e reflexão. Mas não quer dizer que o Hobbit seja uma aventura bobinha como muitos simplistas afirmam, pelo contrário, é rico como os livros do Sitio do Pica-Pau amarelo de Monteiro Lobato, por exemplo. História fácil sem subestimar a inteligência do leitor.

Por hora todos já estão cansados de saber que O Hobbit não é O Senhor dos Anéis, são obras distintas que têm em comum alguns personagens e, claro seu autor. O motivo para comemorar esta estreia é que há nove anos não víamos a magia de Tolkien no cinema, e agora ela está de volta. E certamente voltará daqui a alguns anos na forma de uma versão cinematográfica de O Silmarillion (livro que reune os principais contos da mitologia criada por Tolkien), mas isso já é outra história.

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