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Os Três Mosqueteiros

Adaptações do clássico Os Três Mosqueteiros (Les Trois Musqueteires) lançado pelo francês Alexandre Dumas em 1844 proliferaram nas mais diversas mídias durante o século XX. Dentre as mais famosas temos o filme de 1973 dirigido por Richard Donner, que trazia um elenco que era uma verdadeira constelação: Michael York no papel de D’Artagnan, Oliver Reed como Athos, Richard Chaimberlain na pele de Aramis, Christopher Lee como Rochefort e Charlton Heston no papel de Cardeal Richelieu. Bem fresca na memória de quem hoje está na casa dos trinta é a animação nipo-espanhola exibida na extinta TV manchete no Clube da criança entre 1983 e 1985 onde os personagens eram todos cachorrinhos fofos. As mais recentes adaptações para o cinema datam dos anos 90 como a versão da Disney (com Chris O’Donnell) sem esquecer de O Homem da Máscara de Ferro com Leonardo DiCaprio, filme no qual os Mosqueteiros têm papel de relevância. Dumas de fato sabia contar histórias de aventuras como poucos, daí a razão de suas criações se perpetuarem no imaginário coletivo por tanto tempo. Não demoraria para que surgisse uma versão século XXI de sua criação mais famosa.

Coube ao diretor Paul W.S. Anderson (da série Resident Evil e Aliens VS Predador) a tarefa de contar uma história tão antiga e já tão surrada para as plateias jovens de hoje. Para isso, Os Três Mosqueteiros (The Three Musketeers E.U.A/2011) não economiza na ação e nos efeitos especiais e vem disponível em cópias em 3D. Na trama, nada muda: D’Artagnan (Logan Lerman), jovem aspirante a mosqueteiro, vai a Paris com este desiderato e conhece os lendários mosqueteiros do rei Athos, Pothos e Aramis. juntos devem lutar para salvar a França da vilania do Duque de Bukingham (Orlando Bloom) e do Cardeal Richelieu (Christoph Waltz) além de lidarem com a lânguida ambigüidade de Milady de Winter (Milla Jovovich).

Não é surpresa que para adequar a trama ao gosto do público do século XXI, Anderson tenha optado por criar uma versão bastante energética da novela de Dumas, até porque o ritmo frenético é recorrente em suas produções. A ordem aqui é pecar pelo excesso, com um ritmo vertiginoso que mal deixa tempo para respirar, muitas cenas de lutas muito bem coreografadas e bons efeitos especiais. Vale destacar também a apurada direção de arte e o belo trabalho de fotografia de Glen MacPherson, que já havia trabalhado com Anderson em Resident Evil IV.

No que tange ao campo das atuações a película mostra sua fragilidade: falta carisma ao D’Artagnan de Logan Lerman, que até havia feito um trabalho convincente em Percy Jackson e o Ladrão de Raios, mas aqui não parece muito inspirado, o que prejudica o elemento de identificação com o espectador, pois o aspirante a mosqueteiro é quem nos introduz neste mundo de aventuras como se fosse um de nós adentrando naquele universo, portanto deveria gerar uma empatia maior. Orlando Bloom continua longe do brilhantismo, assim também como seu Duque de Buckingham está longe da apatia da maioria dos últimos personagens interpretados pelo ator. Milla Jovovich tem crescido como atriz e está no tom certo e Christiph Waltz brilha como sempre.

Em suma, Os Três Mosqueteiros é uma diversão ligeira que vai muito bem com a pipoca e o refrigerante e agradará quem for ao cinema buscando apenas um bom entretenimento, sem grandes exigências. Vale ressaltar que a cópia 3D vale sim o ingresso mais caro, talvez seja a melhor utilização da tecnologia em um filme live action desde Avatar.

[xrr rating=3/5]

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  1. Estava ansioso para ver esse filme e me pareceu pela crítica que ele é mediano. Nada tão marcante ou espetacular, apenas um bom entretenimento sem muitas exigências. Bela crítica, sem spoilers, como deve ser.

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