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ParaNorman é assustadoramente divertido!

No melhor estilo Goosebumps, ou até mesmo Contos da Cripta, ParaNorman, do mesmo estúdio responsável por Coraline, deixa de lado os costumeiros contos infantis com heróis fortões, superpoderes e mocinhas indefesas, para abordar um outro tema: o além-túmulo.

Norman poderia ser como qualquer outro menino de sua idade, mas não é, ele é especial. Tem um dom que ninguém mais tem: o de poder ver e falar com os mortos. Por conta disso, seu pai e irmã, (além de, claro, a cidade inteira), vivem pegando no seu pé. Para começar, ele tem a constante companhia da avó (já falecida), que o fica rondando pela sua casa.
ParaNorman é assustadoramente divertido! | Filmes | Revista AmbrosiaNa escola, é vítima de bullying por parte do fortão Alvin e seus asseclas e ainda tem que aturá-los na peça teatral em que participa, onde estão encenando a grande maldição da bruxa, famosa história de sua cidade em que uma bruxa foi sentenciada à morte e por conta disso rogou uma  maldição em seus acusadores.
ParaNorman é assustadoramente divertido! | Filmes | Revista AmbrosiaSeu único amigo (e também o único que acredita em suas habilidades) é Neil, um menino gordinho bastante engraçado. Um dia, seu excêntrico tio aparece e lhe dá uma missão: impedir que a Bruxa acorde do túmulo e ressuscite todos os mortos do cemitério. Agora Norman terá que encarar esse desafio para salvar sua cidade e provar que sempre falou a verdade.

Esta animação chegou para afirmar ainda mais (depois de Coraline) que pode sim se fazer filmes voltados para o público infantil sem ter que usar a velha fórmula de “herói precisa salvar a mocinha derrotando o vilão”.
Os personagens são ótimos. Cada um deles tem um jeito e expressões peculiares e até meio disformes, o que dá uma graça extra no conjunto. Aliás, tudo é meio disforme; as casas, os carros, os móveis… criando assim um visual único para o filme. A dublagem também está de parabéns.
ParaNorman é assustadoramente divertido! | Filmes | Revista Ambrosia O Diretor de Dublagem soube selecionar muito bem as vozes que iriam compor cada um dos personagens e ficou tudo muito natural, o que tem sido bem difícil ultimamente. Algumas vezes não sabem quem selecionar e a voz acaba não casando com o personagem. Isso não acontece aqui.

No original, temos alguns nomes conhecidos como Casey Affleck, Anna Kendrick e John Goodman.

O roteiro, muitíssimo bem escrito por Chris Butler, que também dirigiu o filme, soube tocar num assunto ótimo para se tratar com crianças e, porque não adultos também, que é o medo do desconhecido. Muitas vezes tende-se a ignorar, repudiar e até tratar com desprezo algo do qual não se conhece, pelo simples fato de ter medo. O diferente assusta. Tudo aquilo que de uma certa maneira foge às tradições da sociedade, é mal vistos.
Em ParaNorman, é isso a base de tudo: o medo. Seja do Pai do Norman, dos colegas de classe, dos vizinhos e até mesmo do próprio Norman por não compreender bem seu dom. No final, é o que o motiva a encarar de frente essa missão e reconhecer que a graça do mundo é justamente não ser normal.

Quase todo feito em 3D, as cenas são bem ricas e não cansam aos olhos como os demais filmes por aí do mesmo gênero.

Não deixe de conferir nas salas de cinema, a partir dessa Sexta-feira.

[xrr rating= 3/5]

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Publicação Melissa Andrade