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“Reis e Ratos” tem boa intenção, mas péssima execução

Depois de saber da história e assistir ao divertido trailer de cinema, fiquei bastante entusiasmado com a estreia de Reis e Ratos, novo filme de Mauro Lima, que é um diretor bem interessante, apesar de não achar nada demais em seu filme anterior, o sucesso Meu Nome Não é Johnny. Entusiasmo que se esvaiu ao fim da sessão a que assisti.

Baseado na charmosa cidade do Rio de Janeiro, da década de 60, o filme acompanha um grupo de excêntricos personagens (um agente da CIA, um major, um junkie, um mediúnico locutor de rádio e uma cantora) em torno de uma trama conspiratória às vésperas do golpe de 1964.

Construída num curioso tom de farsa, a história vai convergindo personagens e situações, atraindo um humor nonsense e muitos maneirismos de filmes de espionagens clássicos. E ainda que conte com um bom elenco, o filme cai na armadilha da pretensão de ser hype, afinal, não tem um roteiro que banque a pretensão da empreitada.

Há de se dizer que Reis e Ratos se estabelece como um avanço para o panorama do nosso cinema, muito pela busca por outros caminhos, gêneros e temas, porém, Mauro Lima, também roteirista do longa, não consegue traçar um sentido para seu roteiro, nem como farsa, nem como comédia, ainda que conte com alguns bons diálogos e sacadas.

No fim, fica a sensação de que a farsa é literal, e não um objetivo estético, uma vez que é pouca história para tanto estilismo, ou seja, a ideia do filme era muito melhor que a execução.

[xrr rating=2/5]

2 opinaram!

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  1. É verdade Renan, o cara não acertou na mão,mas, não dá pra ganhar sempre né.

    Á propósito de “meu nome não é Johnny”, versão brasileira bem chulé de “Prenda-me se for capaz”…uma bosta! Sucesso pros trouxas metidos a intelectuais entusiastas do cinema nacional! Aaff!!

  2. hahahahah Não sou tão xiita contra “Meu Nome não é Johnny”, mas sua análise tem certa razão sim… O problema de Reis e Ratos é que tinha tudo para seu um marco no nosso cinema… faltou roteiro… pena

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Ativista

Publicado por Renan de Andrade

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