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“Rush – No Limite da Emoção” vai além da rivalidade histórica de dois pilotos de F1

Um fato conhecido por todos é que Fórmula 1 não é o esporte preferido dos brasileiros. O futebol sempre será imbatível (infelizmente). De tempos em tempos, rivalidades em outros esportes acaba atraindo a atenção dos espectadores, que acaba ganhando, assim, novos fãs e mais visibilidade. Na década de 70, uma enorme rivalidade entre dois pilotos de F1, James Hunt e Niki Lauda, atraiu a atenção do mundo todo. Longe das câmeras e do público, a história de ambos ia muito além disso, como podemos ver em “Rush – No Limite da Emoção”.
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James Hunt (Chris Hemsworth) é um piloto de Fórmula 3, garanhão, que só quer saber de festejar e correr. Hunt é despreocupado com tudo e não tem limites dentro ou fora das pistas, o que é sua marca registrada. Tudo é festa, mas ele quer mais. Quer sair da retaguarda da Fórmula 3 e ir para onde importa, a Fórmula 1. Só que ele não conseguiu contrato com nenhuma equipe. Enquanto isso, o novato austríaco, Niki Lauda (Daniel Brühl), sua desavença, desponta na frente conseguindo um contrato com a Ferrari. Lauda era um corredor mediano, mas entendia muito bem da mecânica dos carros, garantindo assim sua vaga na equipe. Além do mais, ele pagou por ela. Tudo o que Lauda queria era poder correr. Ele não se importava com o reconhecimento da mídia, ter mulheres ao seus pés ou agradar aos demais pilotos. Bem diferente de Hunt, que encontrava no perigo das corridas, motivos para se sentir vivo. E enquanto Hunt luta para conseguir dinheiro e chegar na F1, Lauda conquista o título de campeão mundial, conseguindo um posto de destaque entre grandes nomes.
rush4 Usando de estratagemas, Hunt consegue chegar a Fórmula 1 e passa a correr lado a lado com Lauda, brigando por todos os pontos. E em uma fatídica corrida em Nürburgring na Alemanha, por causa do mal tempo e das péssimas condições da pista, Lauda sofre um seríssimo acidente, ficando preso nas ferragens, enquanto o carro pegava fogo. Outros pilotos tentam ajudá-lo, em vão. Ele é levado às pressas para o hospital e quase morre. A notícia cai como uma bomba para todo mundo, mas o GP continua seguindo e Hunt, conquista mais e mais pontos se colocando muito próximo de conseguir o título. No hospital, Lauda se recusa a morrer e se submete aos procedimentos mais severos para voltar às corridas e garantir seu lugar no pódio. Mas qual é o limite do ser humano?
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Filmes baseado em histórias reais são geralmente uma via de mão dupla; podem ser muito bons ou muito ruins. Neste caso, Ron Howard, nos apresenta uma emocionante história que vai além das corridas, dos pódios e da rivalidade, contando como a Fórmula 1 afetou a vida desses dois homens tão diferentes. A caracterização dos personagens de Hunt e Lauda é absurda, e Hemsworth consegue provar que não é apenas um rosto bonito, mas que sabe também ser intenso. Todavia, quem brilha de verdade é Brühl, se entregando por completo ao papel e transmitindo uma autenticidade sem igual. O cuidado com os detalhes técnicos é o que faz toda a diferença. Desde a fotografia granulada para uma ambientação mais correta, a locação, os carros, figurino e toda a magia das corridas na década de 70, misturado até com imagens da época, é o que ajuda ao espectador emergir completamente no filme.
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A trama é tão emocionante que irá prender até mesmo aqueles que não são fãs de Fórmula 1. Afinal, o que é discutido aqui não são as colocações, quem tem o melhor carro ou quem vai ganhar o próximo GP, mas sim, até que ponto um homem está determinado a arriscar sua vida em busca de um sonho, e o que ele vai aprender no caminho.

Estréia nesta Sexta-feira, nos cinemas.

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Ativista

Publicado por Melissa Andrade

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