Ambrosia Filmes "Sete dias com Marilyn" comprova o talento de Michelle Williams

“Sete dias com Marilyn” comprova o talento de Michelle Williams

Na década de 1950, Marilyn Monroe estava no auge de sua carreira, encantando a todos com sua beleza e seu estilo sexy em filmes como “Os homens preferem as loiras” (1953) e “O pecado mora ao lado” (1955). Foi quando ela decidiu que seria reconhecida também como uma atriz séria e aceitou estrelar e produzir “O príncipe encantado” na Inglaterra, baseado numa peça protagonizada por Sir Laurence Olivier, que decidiu reprisar o papel no cinema, além de dirigi-lo. O problema é que a estrela, que estava na época casada com o escritor Arthur Miller, vivia momentos conturbados em sua vida, se atrasando para as gravações e não conseguindo decorar as falas de sua personagem, a corista Elise, causando atrasos na produção e deixando o seu diretor cada vez mais furioso com a diva.

Essa história é contada no filme “Sete dias com Marilyn” (“My week with Marilyn”) sob o ponto de vista de Colin Clark, que na época se tornou o terceiro diretor-assistente de “O príncipe encantado”, e ficou no meio do fogo cruzado entre Marilyn e Olivier. Encantado pela atriz, o jovem Clark teria se tornado um amigo dela durante as filmagens e até tido um breve affair com ela. Tudo isso é mostrado com muita competência pelo diretor Simon Curtis, que tem várias produções de TV no seu currículo, mas esta é sua primeira incursão no cinema.

O cineasta é beneficiado pelo ótimo elenco que tem em suas mãos. Atores como Judi Dench, Toby Jones, Dougray Scott (que interpreta Arthur Miller) e Dominic Cooper tem excelentes interpretações em seus papéis coadjuvantes. Além disso, foi uma grata surpresa ver Emma Watson longe de Hogwarts e vivendo com competência a jovem Lucy, a quase-namorada de Colin Clark. A moça é boa atriz e merece ter uma boa carreira no cinema. A única excessão é Julia Ormond, que está estranhamente envelhecida, e não rende o esperado em sua performance como Vivien Leigh, a eterna Scarlett O’ Hara, e na época esposa de Laurence Olivier.

Mas todo o esforço do diretor e do elenco não valeria de nada se não fosse pelo trio principal do filme. O pouco conhecido Eddie Redmayne interpreta Colin Clark no ponto certo, misturando o deslumbramento de estar diante de ídolos do cinema com a ingenuidade de acreditar que poderia entender Marilyn Monroe melhor do que ninguém. Kenneth Branagh vive de forma exemplar Laurence Olivier, repetindo alguns de seus maneirismos com perfeição e se destacando especialmente nos momentos em que perde a paciência com Marilyn, para mais adiante se render ao talento natural (e, claro, à beleza) da atriz na tela grande.

Finalmente, chegamos a Michelle Williams. Conhecida por muitos por sua participação na série de TV “Dawson’s Creek” e, mais tarde, em ótimas atuações em filmes como “O segredo de Brokeback Mountain” e “Namorados para sempre”, a atriz tinha um grande desafio quando aceitou fazer Marilyn Monroe. Mas, pelo que se vê no filme, ela não se intimidou e deu tudo de si para honrar o papel que tinha em suas mãos. Michelle mostra de forma incrível a personalidade conturbada da musa, que apesar de ser paparicada por todos, não tinha paz de espírito e descontava na bebida e nas drogas suas frustrações. Além disso, a atriz aparece bem sedutora e insinuante em alguns, com um carisma que deixa todos impressionados, não só o jovem Colin Clark, especialmente nos números musicais interpretados pela própria Michelle Williams.

Ganhadora do Globo de Ouro deste ano por sua interpretação, Michelle Williams só não levou o Oscar porque tinha Meryl Streep pela frente com sua avassaladora performance em “A Dama de Ferro”. Mas o que realmente importa é que, com “Sete dias com Marilyn”, ela mostrou que seu talento é real e teve uma das melhores atuações de 2011 ao se transformar num dos grandes ícones do cinema. Que venham mais boas surpresas dessa bela e interessante atriz!

[xrr rating=4.5/5]

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