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"Severina": Resenha do filme de Felipe Hirsch

Neste episódio de (Im)Pertinências da Raquel, faço uma análise de Severina (2016), filme dirigido por Felipe Hirsch, diretor de Insolação (2008).
A história aparentemente simples gira em torno do romance entre os dois protagonistas, e acaba surpreendendo por te levar a caminhos bifurcados, típicos de Borges e da literatura latino americana. O filme foi inspirado no livro do guatemalteco Rodrigo Rey Rosa. Um pouco por acaso, mas talvez para benefício do filme, a produção acabou sendo uma grande mistura de referências latino americanas.
A princípio, o filme seria todo rodado em português, com atores brasileiros no sul do país. Mas, às vésperas das filmagens, problemas fizeram com o que o projeto quase não fosse executado. Ao que surge um personagem que eu acho cada vez mais interessante para o nosso cinema: o produtor Rodrigo Teixeira, de Frances Ha (2012), A Bruxa (2015) e Me Chame Pelo Seu Nome (2017). Ele sugeriu que o filme fosse coproduzido e filmado no Uruguai. E assim foi. Locação uruguaia, atores argentinos e chilenos, livro guatemalteco e diretor brasileiro.

Referências de histórias que me lembraram a estrutura de quebra foram: Cidade dos Sonhos (David Lynch), Adaptação (Spike Jonze) Durval Discos e É Proibido Fumar (Anna Muylaert).

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