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Tatá Werneck diz que história de “TOC” tem muito a ver com a dela

No fim de janeiro, a atriz e comediante Tatá Werneck participou de uma entrevista coletiva em um hotel em Botafogo, Zona Sul do Rio, para divulgar seu primeiro filme como protagonista, “TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva”. Junto com ela, participaram também os diretores Teodoro Poppovic e Paulinho Caruso, além dos atores Luis Lobianco e Daniel Furlan e da produtora Bianca Villar.

Tatá Werneck diz que história de "TOC" tem muito a ver com a dela | Entrevistas | Revista Ambrosia
A atriz Tatá Werneck durante a coletiva de “TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva”. (Foto: Célio Silva)

No filme, Tatá interpreta Kika K, uma atriz e celebridade que está prestes a conseguir um papel importante numa novela passada num mundo pós-apocalíptico. Seus únicos obstáculos são a rival Ingrid Guimarães (sim, fazendo papel dela mesma!) e seus problemas causados por sofrer de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), que a fazem questionar a vida que leva. Além disso, Kika precisa lidar com um fã obsessivo (Lobianco), o namorado galã insensível e viciado em sexo (Bruno Gagliasso), e os diversos compromissos profissionais marcados por Carol (Vera Holtz), sua exigente empresária. O personagem de Furlan, Vladimir, vai ajudá-la a enfrentar seus medos e decifrar um enigma que pode acabar com a sua crise existencial.

Bem humorada, Tatá disse que já tinha trabalhado com os diretores no “Comédia MTV” e que sempre quis trabalhar com eles no cinema porque eles escreviam os melhores quadros do programa e que queriam falar sobre as angústias que as pessoas vivem ao tentar controlar suas vidas, além do TOC. Ela disse que se identificou com várias partes da história, especialmente nos momentos em que tem que fazer rir mesmo estando mal internamente.

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Teodoro Poppovic é um dos diretores de “TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva”. (Foto: Célio Silva)

Poppovic afirmou que queria que a trama não é autobiográfica, mas que mostra como é a vida de uma artista famosa no Brasil, mesmo com alguns absurdos, e tirar o humor do drama. Caruso disse que também quis colocar um pouco mais de referência pop no filme e, para isso, contou com uma edição mais parecida com a de um videoclipe. A dupla confirmou que se influenciou bastante no famoso grupo de humor britânico Monty Python e no programa americano Saturday Night Live. “É Monty Python no céu e Saturday Night Live na Terra!”, disse Poppovic, que também disse ser inspirado por outros comediantes como Louis CK e Jerry Seinfeld.

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Tatá Werneck contou histórias curiosas sobre a questão da fama e de seus fãs. (Foto: Célio Silva)

Tatá aproveitou para dizer que, assim como seus diretores, também adora Monty Python, além do programa “The Office” e até mesmo “Chaves”. Ela admitiu que é mesmo difícil levar o público para ver filmes brasileiros no cinema, mas que queria contar a história de “TOC” sem se preocupar em ser uma comédia popular ou de fácil digestão.

“Essa história também fala sobre a minha dor, de pessoas que eu conheço e que ela fala de uma forma bem humorada”, afirmou a atriz, que confessou que a sua mãe estava com problemas de saúde durante as filmagens e ela, ainda assim, teve que fazer rir em suas cenas. Tatá também relatou alguns momentos complicados que passou por causa da fama, como uma vez que uma fã que inventou que tinha um caso com ela ou quando estava recebendo soro num hospital e a enfermeira se mostrou nervosa por estar diante dela.

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Luis Lobianco vive um fã obcecado pela personagem de Tatá Werneck em “TOC”. (Foto: Célio Silva)

Luis Lobianco relatou também a história de um fã que disse que só não se matou por causa de suas postagens numa rede social, o que foi bom por um lado, mas teve medo de ficar “refém” por ter que postar todos os dias. O ator, conhecido por seu trabalho nos vídeos do “Porta dos Fundos”, disse que gargalhou lendo o roteiro e, a partir daí, começou a construir o seu personagem a partir de suas referências.

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Paulinho Caruso é um dos diretores de “TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva”. (Foto: Célio Silva)

Questionada sobre a abordagem do TOC no filme, Tatá Werneck disse que procurou tratar o transtorno com o maior cuidado, mas ao mesmo tempo mostrar o lado engraçado da questão sem desrespeitar quem passa por isso na vida real. Os diretores também disseram que não quiseram fazer piadas sobre o assunto, mas sim tirar o humor das situações que acontecem com os personagens. Eles também destacaram que as músicas que tocam no filme, como “Pensamento” do Cidade Negra,  estavam no roteiro e faziam parte da construção das cenas para fazer rir. Poppovic disse que não conhecia “Ouro de Tolo”, de Raul Seixas, e que faz parte de um dos melhores momentos do filme. Mas aceitou a sugestão do parceiro, que achava que a canção era uma síntese do que a personagem de Tatá estava passando na trama.

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Tatá Werneck brinca com Daniel Furlan na coletiva de “TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva”. (Foto: Célio Silva)

A atriz disse que estava terminando a novela “I Love Paraisópolis” quando sugeriram que fizesse par com Daniel Furlan, que ela admitiu não conhecê-lo antes, e que queria trabalhar com alguém que já tivesse mais intimidade. Mas que, depois de vê-lo em cena por alguns segundos, aceitou o nome dele imediatamente. Furlan brincou com o fato de que Tatá quase o tirou do filme e que gravou com ela “com o pé atrás” uma cena passada num karaokê, onde dançam a música “Eva”, que ficou popular graças ao grupo Rádio Táxi nos anos 80 e foi regravada pela Banda Eva, ainda com Ivete Sangalo nos vocais. “Eu tenho todo o direto de jogar isso na sua cara para o resto da sua vida!”, ironizou o ator.

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Luis Lobianco, Bianca Villar, Paulinho Caruso e Tatá Werneck durante a coletiva de “TOC”. (Foto: Célio Silva)

Para Tatá Werneck“TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva” é mais um drama engraçado do que uma comédia. Ela diz gostar muito mais dos momentos dramáticos do que cômicos, mas sabe que as pessoas vão mais aos cinemas ver filmes nacionais em busca do riso fácil. “Eu tive vários momentos no filme em que eu poderia torná-los mais engraçados. E eu optei por não fazer. Então, eu segurei muito a minha vontade, porque a gente se ‘prostitui’ um pouco para fazer graça (risos). Eu queria simplesmente contar a história da Kika”, afirmou a atriz, que foi apoiada por Poppovic. “Para fazer humor de verdade, você tem que falar sobre personagens de carne e osso”, disse o cineasta.

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Bianca Villar é uma das produtoras de “TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva”. (Foto: Célio Silva)

A produtor Bianca Villar disse que a cena mais difícil de filmar foi a da novela que Kika quer protagonizar, que abre o filme. Ela revelou que foram necessários três dias para finalizar a sequência do futuro pós-apocalíptico, com drones, motos e outros equipamentos especiais. Os diretores afirmaram que a coisa mais difícil de fazer no filme foi lidar com a agenda de sua protagonista e que gravou todas as cenas com Ingrid Guimarães em apenas um dia. Eles também brincaram com o fato de que Tatá não usou dublê para as cenas de ação.

Ao final da entrevista, Tatá Werneck brincou dizendo que fez as cenas de ação porque era triatleta e que se realizou nas sequências porque sempre é uma heroína em seus sonhos. Ela confessou que sempre quis fazer um filme de super-heróis e que o seu herói favorito é o Batman. A atriz também afirmou que toda a cena que fez com Ingrid Guimarães, quase no fim do filme, foi improvisada, a partir de uma sequência mais longa do que a que está no corte final. “Eu queria muito depois que isso fosse visto em algum outro lugar”, disse Tatá. Quem sabe na versão estendida em DVD ou Blu-Ray?

Tatá Werneck também gravou para o Ambrosia uma mensagem para os internautas que acessam nosso site. Confira:

“TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva” estreia nos cinemas no dia 2 de fevereiro de 2017.

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