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O desbloqueio do Nintendo 3DS e a pirataria

Depois de quase dois anos de lançamento, o novo portátil da Nintendo, o 3DS, foi finalmente desbloqueado. O feito foi realizado pelo hacker Neimod que clama ter conseguido controle completo do console através de seu modo Kernell. A questão nos faz levantar mais uma vez a velha discussão sobre pirataria no meio dos games.

Existem muitas coisas positivas e negativas que podem acontecer com o Nintendo 3DS agora que sua proteção foi rompida, e é impossível olhar para esta questão hoje em dia através de um viés maniqueísta onde as coisas só podem estar certas ou erradas.

O Nintendo 3DS foi finalmente bloqueado.
O Nintendo 3DS foi finalmente bloqueado.

Como lado positivo, poderemos superar a ridícula trava regional da Nintendo, facilitando o acesso a jogos legais graças à maior oferta de títulos no mercado. Comprar jogos oficiais pelo ebay e similares ou durante uma viagem ao exterior se tornam uma atividade mais fácil. Outra nova e boa possibilidade é comprar aqueles 3DSs especiais que muitas vezes estão disponíveis apenas em seletas regiões do globo, com novas cores ou o tema do seu jogo preferido.

Não podemos descartar também que existe o argumento da divulgação dos softwares e que certamente o 3DS ganhará um enorme impulso nas vendas de hardware agora que ele foi desbloqueado. Se pegarmos o seu antecessor, o Nintendo DS, podemos averiguar que ele veio a se tornar o vídeogame mais vendido de todos os tempos e que os melhores softwares para o mesmo acompanharam essa tendência.

O principal ponto negativo do desbloqueio são as empresas que podem ficar com medo de desenvolver para o console.  O desenvolvedor na Mutant Mudds e fundador da Renegade Kids Jools Watsham foi um dos primeiros a manifestar sua preocupação. Poucas horas depois da notícia sobre a hackeamento do 3DS ele deu uma declaração dizendo “que o desbloqueio irá abrir caminhos para a pirataria e a distribuição ilegal de jogos”, e a não ser que a Nintendo seja capaz de lançar updates que combatam a pirataria, a sua empresa irá parar de desenvolver jogos para o 3DS.

É uma pena, mas muitos pensam como ele nos dias de hoje. O argumento preferível é o de Gabe Newell, fundador da Valve, que acredita que o mercado de games só tem uma única arma para enfrentar a pirataria, que é facilitar a aquisição de jogos legais. Quando se é barato e acessível ninguém precisa recorrer ao mercado de piratas.

Esta é uma discussão complicada, muito longe de ter um fim. Por enquanto só nos resta esperar e ver o que o hacker Neimod vai fazer com as informações para desbloquear o Nintendo 3DS.

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Street Fighter

Publicado por Felipe Velloso

ColecionadorGibizeiroRepórterSuper-fãs

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