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Resenha: Mario Galaxy 2

Resenha: Mario Galaxy 2 | Games | Revista Ambrosia
Plataforma: Nintendo Wii
Gênero: Plataforma
Selo: Nintendo
Desenvolvedora: Nintendo EAD Tokyo
Lançamento: 23 de Maio

Super Mario Galaxy 2 é a continuação do já aclamado “clássico” para Wii lançado em 2007. Se no primeiro jogo da série já existia noção de que um novo patamar para jogos de plataforma havia sido criado, nesta segunda entrada a Nintendo foi um pouco mais além e nos trouxe um dos jogos mais divertidos da última década, sério concorrente ao primeiro lugar.

Confesso que desde que vi pela primeira vez o trailer da primeira aventura 3D do Mario no Wii eu me encantei com as imagens exibidas. No mesmo ano, tive a oportunidade de jogá-lo na época de seu lançamento, e ainda me surpreendi: Mario Galaxy era tudo o que haviam prometido e muito mais. Um jogo de plataforma totalmente revolucionário e sem igual na forma em que lidava com a construção de fases e seu mais que responsivo gameplay.

Ano passado, durante a E3 2009, todos foram surpreendidos com o anúncio do lançamento de uma continuação, afinal, este é a primeira linha principal do Mario a ganhar uma seqüência desde os tempos do NES (por que Super Mario World 2: Yoshi’s Island não conta). Depois de quase um ano de espera pelo jogo me vejo diante de mais uma obra prima da Nintendo. E por mais que eu ame a série de NES do Super Mario, Super Mario World, Super Mario 64 e etc: Galaxy é sem dúvidas o melhor jogo de plataforma já lançado.

Vejamos o porquê:

Enredo

Como estamos lidando com um jogo do Mario a história realmente não é importante (exceto é claro nos jogos de RPG do bigodudo, que costumam a ter excelentes enredos… saudades deLegend of the Seven Stars).

Basicamente, enquanto o Reino Cogumelo está em festa, Bowser aparece em seu maior tamanho até aqui (batendo o até então imenso Bowser de Mario Sunshine), e captura a Princesa Peach, cabendo a Mario resgatá-la. A história do jogo é realmente assumida como algo terciário, e é bem menos enfatizada do que em seu antecessor, onde tínhamos a narração de toda a biografia de Rosalina e dos Lumas do universo.

Por mais que este aspecto no primeiro fosse interessante, acredito que isso seja um ponto positivo, já que ninguém mais precisa ficar desenterrando aquelas chatas sequências em livro de algo que nunca chamou tanta atenção.

Resenha: Mario Galaxy 2 | Games | Revista Ambrosia

Apresentação

Desde o primeiro Mario Galaxy eu me perguntava por que nenhum jogo era tão bonito quanto ele no Wii. Se em 2007 a beleza e a fluidez das animações o deixava pau a pau com um console HD, será que isso poderia ser superado? Sim, pelo menos um pouco. É claro que há pouco espaço para uma grande melhoria já que praticamente tudo funcionava perfeitamente no anterior, mas a inovação agora repousa mais no campo do conceitual: monstros, itens, paisagens e visuais novos que são mais interessantes, mas pelo sentido de arte e design do que no avanço dos gráficos propriamente. Mas verdade seja dita, é claro que se você procurar falhas e jogar o game em uma TV full HD com mais de 40 polegadas, você vai encontrar algumas texturas um pouco mais borradas do que aquelas vistas no PS3 ou no X-Box360.

O som do jogo é brilhante. Um dos melhores que eu já ouvi. Não só tudo é magnificamente orquestrado, como as músicas sempre estão bem colocadas e impulsionam muito o andamento da ação. Os detalhes dados a cada nota são evidentes, e várias ações do seu personagem são capazes de modificar o que está tocando no jogo. Por exemplo, toda vez que o Mario sobe em um Yoshi o tema que está sendo tocado ganha um rápido acompanhamento de tambores.

Sinta-se livre para ouvir o belíssimo tema de abertura no vídeo a seguir:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=TvfZ_Tf_lfw[/youtube]

Fora isso, a música de Galaxy 2 presta homenagem a todos os jogos anteriores, trazendo aquela doce familiaridade em algumas fases, mas agora completamente orquestradas e ainda mais belas. Várias melodias importantes e há muito desaparecidas (como temas de Super Mario World) fazem seu retorno triunfal por aqui.

Resenha: Mario Galaxy 2 | Games | Revista Ambrosia

Jogabilidade

Este é sempre o item no qual os jogos do Mario são criados para e aqui não é diferente. Mario Galaxy 2 pega absolutamente tudo que já era perfeito no original e melhora. Não só os comandos são simples e completamente responsivos como o design de fases é criado para extrair o melhor da sua habilidade. Não é um jogo fácil, mas ao mesmo tempo, ele oferece possibilidades simples para que qualquer um tente zerá-lo.

A antiga nave que servia como hubworld sumiu, substituída por um mapa geral (igual aquele utilizado pelos jogos 2D do Mario). Esta alteração não só traz mais velocidade ao jogo, como também faz com que os jogadores passem a maior parte do seu tempo no que o jogo oferece de melhor: as fases.

E vale dizer, existem dezenas de fases. O jogo é imenso, bem maior do que o anterior, e você precisará de muitas horas para terminá-lo totalmente. Não só temos mais escolhas interessantes em termos de obstáculos e inimigos, como também novas formas de superá-los. Os novos Power Ups (que já figuram entre alguns do melhores e dos piores de toda a série) são muito divertidos e é sempre bom poder voltar a jogar com o Yoshi. Luigi também se faz mais ativo desta vez, você pode jogar com o irmão do Mario em quase todas as fases desde o inicio do jogo.

Super Mario Galaxy 2 apresenta muita variedade de ambientes, neste sentido Galaxy faz valer seu nome, pois contém centenas de planetas espalhados pelo jogo completamente únicos e interessantes. Tornando o jogo bem mais diversificado que seu antecessor.

Os chefões também se tornaram mais freqüentes e mais criativos, deixando qualquer um ansioso para confrontar estes oponentes quase sempre gigantes. Vale mencionar que a luta final contraBowser é a mais difícil até hoje, a tartaruga demônio bate muito antes de ser derrubada, mas não chega a ser frustrante, dada a beleza épica do confronto.

Pode parecer paradoxal dizer que ao mesmo tempo este jogo é simples e acessível a qualquer um também é extremamente difícil. Isso ocorre por que é possível jogá-lo sem muita habilidade quando se quer apenas chegar ao fim rápido. Haverão momentos difíceis e frustrantes para o desacostumado, mais ainda sim, menos da metade das estrelas do jogo são necessárias para se atingir a fase final. É claro que para o jogador mais fã da franquia o objetivo real é conseguir todas as 240 estrelas, mundo secreto e etc… Para este se prepare, por que o nível de desafio é ridiculamente alto. Existem partes de algumas fases que sugarão todas as suas vidas mais rápido do que o Yoshi correndo depois de comer pimenta (o speed run desta fase, por sinal, é uma delas). O que torna o jogo muito instigante para antigos fãs da série.

Ou seja, Mario Galaxy 2 apresenta o equilíbrio ideal entre jogabilidade simples, um supremo design de fases e dificuldade crescente que você não irá encontrar em outro lugar. É certo anunciar que em termos de Gameplay, este jogo acaba de estabelecer um novo patamar para o gênero de plataforma.

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Conclusão

É perceptível ao se jogar Mario Galaxy 2 que estamos diante de uma obra prima dos vídeo-games.  È claro que o primeiro será sempre mais revolucionário e único por ter re-inventado o jogo de plataforma 3D de forma nunca antes imaginada. Mas como jogo, o segundo pega os melhores elementos do primeiro e dinamiza e aumenta tudo o que havia sido mostrado. Mais rápido, maior, mais difícil, enfim, tudo é adição nesta seqüência.

Como veio a aparecer na metacrítica, não posso afirmar que Galaxy é realmente o segundo melhor jogo já produzido, até por que meu gosto pessoal gira muito em torno das grandes narrativas, isto é, games com enredos mais profundos e personagens envolventes. Eu acho que o jogo perfeito tem que ter dois elementos fortes, uma jogabilidade maravilhosa e um roteiro brilhante. Na minha opinião é por isso que Ocarina of Time permanece no coração de todos há mais dez anos. Ainda sim, em termos puramente mecânicos de games, isto é, naquilo que torna esta mídia única, Mario Galaxy 2 é sem dúvidas um dos maiores jogos já produzidos, e se estabelece como maior jogo de plataforma 3D já lançado.

Apresentação: 4.8/5
Design de Fases: 5/5
Jogabilidade: 4.8/5
Fator Replay: 4.5/5
[xrr rating=4.8/5]

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