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O Imperador: Os Portões de Roma, de Conn Iggulden

Conheci a série O Imperador alguns anos atrás quando, motivado leitura de Bernard Cornwell, buscava outros romances históricos na livraria. Como não gosto de ler sinopses ou orelhas, bastou saber que a história era situada na Roma Antiga me fazer mergulhar no livro do então desconhecido Conn Iggulden.

Os Portões de Roma, volume um de quatro, segue as aventuras e o amadurecimento de Gaius e Marcus, dois jovens criados como irmãos que vivem próximos a cidade de Roma em seu mais conturbado momento político. Gaius é filho de um senador e um dia herdará o lugar do pai na família e na cidade, já Marcus é um jovem bastardo criado como irmão de Gaius que nutre grande afeição pela família adotiva. O pequeno detalhe aqui, que me passou completamente despercebido durante a leitura, é que os dois jovens eram ninguém menos que Gaius Julio Cesar e Marcus Brutus, figuras centrais da queda da democracia e ascenção do Império Romano.

Esse minha lapse ocorreu em grande parte na mistura de figuras e eventos reais com personagens e situações imaginadas pelo autor, subterfúgio bastante utilizado também por Cornwell, algo que torna o romance mais complexo e interessante. O livro é permeado por intrigas familiares e políticas, além de questões amorosas que, acrescidas da personalidade construída por Iggulden para os personagens, capturam o leitor para dentro da tragetória de um homem que mudou a humanidade.

Ao final do livro voltei para a livraria para comprar o segundo volume, mas para meu desespero este ainda não havia sido lançado no Brasil. Passei os meses seguintes esperando a Record lançar as três sequências da série O Imperador como ainda aguardo a editora publicar todos livros de As Crônicas Saxônicas, sempre fascinado com a trama criada pelo professor de literatura que instantâneamente se tornou um dos meus escritores favoritos.

Para ler mais resenhas dos livros do autor, navegue pela tag Conn Iggulden.

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  1. Estou pra comprar as continuações.
    Conn não deixa nada a desejar com relação ao "Poço de Milho". Mesmo gênero mas com um estilo próprio.
    O grande diferencial é o fato dos personagens principais serem as figuras históricas. Cornwell sempre busca um coadjuvante do momento histórico para ser seu herói.
    Fico impressionado como hj em dia filmam longas e séries sobre momentos semelhantes, mas até agora não resolveram adaptar estes autores, salvo Cornwell, cujo personagem Sharpe ganhou uma série de filmes para a TV inglesa, aos quais ainda não assisti.

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Publicado por Salvador Camino

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