Literatura

“Os 12 Magníficos” abre nova série de Michael Grant

Mack é um menino comum, mas com um terrível problema: sofre de um grau agudo de mediocridade. Aparência medíocre, notas medíocres, pais medíocres. E, com uma lista interminável de fobias e um bully em seu encalço, Mack está longe de um destino heroico. Pelo menos era isso que ele pensava. Até o dia em que um homem de 3 mil anos chamado Grimluk traz uma notícia surreal: Mack foi designado para lutar contra uma terrível força maligna que ameaça destruir o mundo. Ele é parte de um grupo chamado os 12 Magníficos, e cabe a ele encontrar os outros onze integrantes. Juntos, os Magníficos deverão enfrentar oponentes aterrorizantes em uma caçada internacional. E o ponto mais surreal dessa história é: a única pessoa que acompanhará Mack nessa jornada é Stefan, o rei dos bullies da escola e seu arqui-inimigo.

Eis a sinopse da nova série que a Galera Record traz para o público juvenil, Os 12 Magníficos, escrito pelo bestseller, Michael Grant. O primeiro volume é “O Chamado” e traz a veia literário do autor, que já escreveu mais de 150 livros e segue um novo padrão desse prolífico escritor.

Muitas narrativas de aventuras começam da mesma maneira: encontramos um jovem cuja vida é bastante ruim, até que ele encontra com alguém estranho, com a premissa de iniciar uma jornada para fazer algo realmente importante, geralmente lutando contra o mal. Bem similar a outras séries, como Harry Potter, Desventuras em séries ou 39 Clues, contudo, com a diferença de os protagonistas procurarem por pessoas que irão lutar contra um inimigo que coloca o planeta em perigo.

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Gosto das narrativas que não seguem a linha paternalista, com aqueles mentores superprotetores. Tem seu valor é claro, mas quando encontramos um jovem personagem que erra, que compreende o fato que não são adultos e ainda mais que são importantes para um grande feito. O autor desenvolve de forma descontraída uma história simples, divertida e que entretém rapidamente, em poucas horas, devoramos as 192 páginas do livro. E mesmo com a temática juvenil, Grant não trata a história só para crianças e adolescentes, mas encara uma versão a la Monty Python, com todo o escracho e as piadas do grupo, em meio a aventura do rapaz e seu algoz, alguns diálogos bastante engraçados. Os diálogos são apresentados despretensiosos, bem diferente do que Grant fez na série Gone, com mais complexidade e que não ficaria bem para a proposta apresentada.

A narrativa passa em dois tempos, um no presente e o outro com Grimluck na luta com Os Magnifícos contra as forças de uma poderosa. Cada personagem é bem trabalhado, traçando cada um deles, sem muita delongas e descrições, para um primeiro volume, isso caiu bem, ponto positivo para o autor.

12 3O protagonista Mack MacAvoy, com seus 12 anos e seus problemas – é medo de altura, medo do escuro, medo dos valentões – sofre e queria passar desapercebido em sua escola, se não fosse Stefan, o rei dos bullyings da escola.  Um personagem incomum, pois nem ele acredita nele e nem quer aceitar realmente do que é capaz. Já Stefan, que se torna seu companheiro de viagem,  é o típico fortão e com pouco cérebro, mas que será o responsável pela aceitação de Mack como um herói. A cena em que explica como a união deles, ao mesmo tempo que conhecem um velho louco chamado Grimluk é hilária. Meio surreal o abordagem do argumento de Grant, mas esse é o ponto que interessa a nós leitores, o diferente, não é?

Os 12 magnifícos tem uma capa com uma ilustração que mostra a figura sombreada de Mack e dos demais, possui paginação e diagramação normal, está bem revisado. Para quem busca uma leitura para entreter num fim de semana, eis o livro, garantimos que O Chamado é uma boa pedida pela história.

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