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Dia do Rock: A era pós-apocalíptica da atitude

Minha mãe sempre dizia que um dia só não adianta, mas no Dia do Rock ninguém lembra do Catinguelê, por exemplo. Isso também me leva a questionar por onde anda o rock, que pelo visto não gosta mais de festas de aniversários?

Tenho a impressão que os artistas atuais do meio musical são quase todos um só borrão turvo, mal colorido e pouco delineado, difícil de se identificar e mais ainda exemplificar em qualquer estilo ou vertente.

Admito que as vezes um(a) ou outro(a) por ventura enche  meu coração de alegria e esperança, mas estes músicos também sobrevivem pouco tempo, ou somente pouco mais pela própria força de vontade.

Até uns bons poucos anos atrás a maioria dos músicos hoje em evidência não fazia ideia do que estava fazendo, do que mais fazer e como vestir o coitado e humilde rock’n roll. Ou pior, como alguns fazem até hoje questão de ressaltar, que não tem relação com a bandeira, fugindo assim da inevitavel e abrangente responça que é fazer música autoral nesse planeta.

Como o blues, o rock’n roll é hibrido e tão potencialmente popular quanto foram os Beatles e o Elvis.

Essa apatia cega chamada de música hoje em dia, não tem culpa de ter nascido em um modelo de “sociedade” falido, ruído, desesperado e com tantos “não pode” quanto temos de “não sei”.

Se eu fosse o rock gritaria aos sete ventos alto não ter culpa da galera já não ter mais os ingredientes da minha fórmula.

Não pode ser negligente. Arte.

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Publicado por Rodrigo

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