Nascido no Recife e apaixonado pela Música Popular Brasileira, o cantor Fellipe Fernandes apresenta sua nova canção intitulada “Homens-Ninguém”. Escrita em parceria com Gabriel Bullara, que também assina a produção da faixa, “Homens-Ninguém” nasceu a partir das vivências do artista enquanto dedilhava as notas no piano de casa.
– Após uma corrida em um sábado de manhã, cheguei em casa e sabia que tinha alguma coisa especial vindo. Sentei no piano e coloquei o celular para gravar e saí tocando e nasceu a canção. Coincidentemente, o Bullara estava produzindo um projeto que eu ia gravar e fomos estreitando os laços. Mostrei a música para ele e, no mesmo dia, ele disse que tinha a letra para aquela melodia – detalha Fellipe.
De acordo com o artista, a letra trabalha “a tensão entre o íntimo e o universal, entre o deserto interior e a explosão coletiva” e evoca “um sertão metafísico, onde certezas se desfazem, o tempo se desorganiza e o indivíduo encontra na canção um espaço de reconhecimento e transcendência”.
– Na música, a gente traz uma ideia de que esse sertão deixa de ser só geográfico. A gente deixa de pensar nesse sertão aqui como Nordeste e ele passa para o campo das ideias, passa a representar também nosso corpo, nossa alma, nossa mente. A gente cita algumas coisas, brinco desse jogo das certezas e incertezas e ele deixa de ser um local apenas geográfico e passa a ser essa questão metafísica mesmo – explica o músico.
Felippe Fernandes divide os vocais de “Homem-Ninguém” com Gabriel Bullara, Carlos Ernane, Midian Nascimento e Daniel Alves, uma verdadeira ciranda entre Pernambuco, Maranhão e Paraíba.
– Estamos falando de uma amizade assim pouco mais de um ano, mas nos conectamos desde a primeira vez que a gente se falou e temos muitas coisas em comum e especial. O Bullara fez a letra da música, a gente juntos na produção, o Dani entrou e fez um synth maravilhoso, tem o Carlos Ernane que é um guitarrista maranhense fenomenal e a Midian que dispensa comentários com uma voz potente e, ao mesmo tempo, sensível. É uma voz que vem como se fosse uma outra paisagem e vem trazendo consigo toda essa força dessa voz no Nordeste, mas ao mesmo tempo em uma forma sutil. Então foi incrível todo esse processo com essa galera – compartilha Fellipe.
Artista do selo Ciriguela Sound, que reúne nomes como Marcos Almeida e Paulo Nazareth, Fellipe Fernandes começou na música ainda na infância, vendo o pai envolvido nos grupos musicais da igreja. Ele lembra dos momentos do pai ao violão, estudando e adormecendo nesse cenário tão cotidiano.
– Tentei bateria e violão, mas não deu certo. Meu pai sofreu um acidente na empresa que ele trabalhava e não conseguia mais tocar violão tão bem e começou a aprender a tocar teclado e começou a me ensinar de forma bem lúdica e, mesmo sem uma base de professor que ele não tinha, me ensinou tudo que ele sabia e aí eu fui me interessando mais e mais. Fui aprendendo e participando dos grupos da igreja, onde tinha pessoas que me ajudavam e depois estudei piano por um tempo em uma escola de Pernambuco – recorda Fellipe.









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