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Juçara Marçal anuncia lançamento de segundo álbum solo

Sucessor de “Encarnado” terá produção musical de Kiko Dinucci

Está em processo de produção o novo álbum solo da cantora e compositora Juçara Marçal. Previsto para setembro, o trabalho, ainda sem título, começou a ser construído pela artista ao lado do produtor musical Kiko Dinucci a partir de colagens sonoras – sintetizadores, programações, samplers e texturas – para depois compor as músicas.

Realizado apenas com material inédito, o disco trará a forte presença de Juçara como compositora em todas as etapas e processos de criação: nas colagens eletrônicas que levaram às bases das músicas; nas letras, parcerias e poesias; nas variações e investigações que realiza sobre o próprio canto e voz. O lançamento será feito via Natura Musical/QTV Selo.

Cantora do Metá Metá, Juçara integrou os grupos Vésper Vocal, A Barca e Ilu Obá De Min. Em 2014 lançou seu primeiro disco solo, “Encarnado”. O álbum foi um sucesso de público e público e venceu o Prêmio APCA, Governador do Estado e Multishow, entre outros. No ano seguinte, ela lançou “Anganga” ao lado do músico e experimentador carioca Cadu Tenório.

Em 2017, inspirado no livro “O mito de Sísifo” de Albert Camus, ela lançou “Sambas do Absurdo” com Rodrigo Campos e Gui Amabis. Desde 2018, Juçara realiza, ao lado de Kiko Dinucci e Thais Nicodemo, o show “Brigitte Fontaine”, em que canta em francês repertório da artista. Em fevereiro de 2019, Marçal estreou como atriz na peça “Gota d’água {Preta}”, montagem do clássico de Chico Buarque e Paulo Pontes, com elenco majoritariamente negro. Agora ela busca uma nova página nessa carreira de êxitos.

No novo álbum, Juçara Marçal trará parcerias de composição com Tulipa Ruiz, Negro Leo, Ogi, Rodrigo Campos, Clima, Jadsa e Douglas Germano, além de participação de Catatau na faixa que assinam juntos. A ideia do trabalho é abordar a música eletrônica fora dos clichês e gêneros já conhecidos, propondo novos cenários, investigações rítmicas e buscando um diálogo com o pop, sem deixar de lado a inquietude e a ligação estreita com a música brasileira.

Se em “Encarnado” o clima era de tensão, aridez e luto, agora Juçara procura criar edificações, a partir de lascas, destroços, restos, cacofonias. Presentes nas canções, temas que revelam posicionamentos da artista enquanto mulher negra no Brasil de hoje. Racismo, negritude, feminino, ancestralidade surgem em versos contundentes, sem nunca perderem de vista a poesia.

Ainda em processo de criação, o projeto contará com o patrocínio do Natura Musical, que garantirá a finalização, gravação e lançamento do disco, que poderá ser ouvido nas plataformas de streaming e baixado através do site da cantora (http://jucaramarcal.com.br). Além disso, o projeto também prevê a realização de um show de lançamento do disco em São Paulo – na Casa Natura Musical -, e duas lives/conversas sobre o processo de criação do álbum com Juçara Marçal e Kiko Dinucci.

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