Rafa Martins explora desconhecido no álbum “Dudaduna”

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Rafa Martins

Uma duna é uma estrutura ao mesmo tempo móvel e que se molda com o tempo e o caminho. Inspirado tanto pelas estruturas naturais e por uma corruptela do termo “do nada”, Rafa Martins lança “Dunaduna”, seu segundo disco.

“Em 2022 passei por alguns processos de rupturas em que caí de cabeça na terapia. A partir daí, decidi me reconectar comigo mesmo e consequentemente voltei a me empolgar com as possibilidades da vida. Nesse período vieram as composições do álbum. Tudo partiu da minha decisão de viver um período livre das minhas opiniões e das alheias e assim fui abrindo minha cabeça para várias coisas”, analisa Rafa, que trouxe inspirações do rock, do pop e de bandas independentes latinoamericanas.

Os discos de Rafa Martins estão separados por dois anos, novas músicas e turnê com os Selvagens à Procura de Lei. Era preciso voltar ao aconchego da sua própria expressão e a partir desse porto seguro guiar o ouvinte por novos horizontes. Se o debut “Paisagens” é um álbum com composições guiadas pelo folk, com arranjos crus guiados pelo violão, o novo disco une guitarras, beats e programações. Fruto das transformações, “Dunaduna” foi gravado nessas dualidades entre caos e calmaria, entre São Paulo e Fortaleza.

“Pra mim, é muito importante o discurso estar alinhado com a fase de vida em que eu estou e, pra esse meu trabalho de agora, as músicas saíram meio que de uma vez, numa leva, contando uma história, trazendo a tona o meu momento de vida de agora. Eu gosto de defender minhas músicas no palco de uma forma sincera, cantando o que eu vivi ou estou vivendo. Assim como as músicas dos Selvagens que eu fiz e faço puxados por algo que no meu feeling tem a ver com a banda. Seja pela letra ou por um caminho sonoro que a gente quer seguir”, ele conta.

Desde o lançamento de seu debut solo “Paisagens”, o músico também lançou duas canções em colaboração com Bola, da banda Zimbra: “Calcanhar” e “Sereno”. O primeiro single,  “Labirintos”, foi parte do projeto Radar Balaclava, em que o selo paulistano Balaclava Records lança faixas de artistas no mercado musical nacional. Agora, Rafa Martins está pronto para outras possibilidades musicais, líricas e estéticas. 

“Gosto de dizer que o álbum conta a minha história. Uma história que conto para mim mesmo, como se fosse uma carta minha pra vida”, conclui Rafa.

O álbum é uma produção autoral de Rafa Martins, em colaboração com Luigi Sucena. A mixagem foi realizada por João Milliet e a masterização por Fili Filizolla. Gravado em Fortaleza e São Paulo, “Dunaduna” está disponível em todas as principais plataformas de streaming.

Crédito: Murilo Amancio

Ficha técnica:

Produção: Luigi Sucena

Mix: João Milliet

Master: Fili Filizzola 

Capa single: Davi Serrano

Foto: Murilo Amancio

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