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Tiago Sá lança ‘Reação da Alquimia’, primeiro álbum do músico brasiliense

Álbum lançado de forma física em 2012, teve produção do músico Lucas Santtana.

Gravado no Rio de janeiro no final de 2011 e produzido por Lucas Santtana, o disco apresenta oito músicas com letras, melodias e voz de Tiago Sá e as participações de músicos da banda de Lucas Santtana na época: o próprio Santtana (guitarra e harmonio), o multi-instrumentista Lucas Vasconcellos (guitarra, piano, rhodes, hammond, moog, wurlitzer, synths e charango), o percussionista Léo Leobons e Marcelo Callado e Ricardo Dias Gomes, respectivamente baterista e baixista da Banda Cê de Caetano Veloso.

O nome Reação da Alquimia faz uma referência ao mestre Jorge Ben Jor que é homenageado por Tiago Sá na música “Jorge”,  presente no álbum. “Além da influência mística da tradição ocultista e umbandista presente em algumas das letras, o título do trabalho alude a um agradecimento e a uma resposta ou devolução ao mestre Jorge Ben Jor que me inspirou como músico e compositor com sua originalidade”, comenta Tiago.

A inspiração do mestre Ben Jor fica mesmo por conta da originalidade já que o álbum não traz nenhum sambarock e apresenta uma sonoridade inusitada e de difícil classificação, resultado da alquimia das influências dos músicos de Lucas Santtana e do brasiliense Tiago Sá. O rock e o pop experimental estão bem evidentes no disco juntamente com as brasilidades, o baixo subgrave e batidas de afrobeat com sotaque brasileiro e roqueiro do baterista Marcelo Callado.

Abrindo o álbum como um ritual de defumação, a faixa “Damásio” é um afro rock brazuca que fala de um baiano raizeiro. A faixa “Reação da Alquimia” precede a faixa “Jorge” (homenagem a Ben Jor) e a faixa “Mensagem”, um samba moderno e quebrado que dá o recado da boa malandragem do amor. Falando de amor também tem o rock moderno de “Moça” e a faixa “Filha de Iemanjá” que mistura música baiana, com guitarra de juju music e asa branca. Fechando o disco vem “Caboclo de Agodo”, um afro rock brazuca que homenageia os povos originários brasileiros, e finalmente “Camará”, a faixa mais pesada do disco. A voz marcante do autor sobressai em todas as faixas.

Gravado durante 04 dias no estúdio Jimo do músico Marcelo Lobato da banda O’Rappa e mixado e masterizado por Buguinha Dub, o álbum é agora resgatado e lançado pelo selo nordestino Hominis Canidae Rec e pode ser ouvido nas plataformas de streaming da internet.

Ficha Técnica:

Tiago Sá – voz
Lucas Santana – guitarra e harmônio
Marcelo Callado – bateria
Ricardo Dias Gomes – baixo
Léo Leobons – percussões
Lucas Vasconcellos – guitarra, charango, sintetizadores, hammond, wurlitzer, pianos e kaoss pad
Produção musical: Lucas Santtana
Gravação, mixagem e masterização: Buguinha Dub
Capa: Philippe Leon
Foto capa: Ivan Lacombe
Gravado no estúdio Jimo no Rio de Janeiro em novembro de 2011.

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