Analisando o final de Ultimate Spider-Man

Todo mundo sabe que Brian Michael Bendis não encarou Ultimate Spider-Man #133 como a última edição real desta versão do Homem-Aranha, principalmente porque o volume dois da série não deve tardar a começar. Mas, se como a maioria das pessoas, você vê esta última edição de Ultimate Spider-Man Volume 1 como um verdadeiro final, então,…


ultimate-spiderman-133Todo mundo sabe que Brian Michael Bendis não encarou Ultimate Spider-Man #133 como a última edição real desta versão do Homem-Aranha, principalmente porque o volume dois da série não deve tardar a começar. Mas, se como a maioria das pessoas, você vê esta última edição de Ultimate Spider-Man Volume 1 como um verdadeiro final, então, infelizmente, prepare-se para um terrível fim para uma ótima série.

A história em si nem é tão ruim assim – ela serviu pra mostrar duas coisas:

  • Que o Bendis pode escrever histórias interessantes sem o uso de diálogos.
  • Para mostrar o grande artista que é Stuart Immonen.

Também não é novidade que o tal evento Ultimatum não está indo muito bem, no lado crítico da coisa, mesmo que esteja vendendo muito bem – mas independente disso, o evento era necessário após todos esses anos para renovar a franquia toda, que em alguns pontos estava começando a ficar igual ao universo Marvel tradicional – caso de Quarteto Fantástico e X-Men.

Quando se tem título ruins no mercado, a editora deve assumir: eles são ruins! A partir de então, precisa-se de uma reforma, que seja eliminá-los das prateleiras ou renová-los para ganhar seu público de volta mais uma vez. O grande problema dessa decisão editorial da Marvel aqui é que as séries ruins conseguiram transformar a melhor revista do Universo Ultimate em algo ruim também!

Foi justamente este o problema de Ultimate Spider-Man #133, uma edição cujo plot principal simplesmente não está lá, mas sim na quarta edição da minissérie Ultimatum, que é a “morte” de Peter Parker, uma revista que é a total antítese das propostas de Homem-Aranha Millennium (como é chamado aqui no Brasil) quando foi criado. O que se tem aqui é uma revista que foge do seu próprio plot, deixando quem lê apenas esta série totalmente confuso, como acontece constantemente na cronologia oficial.

Desnecessário dizer que os atrasos das últimas edições de Ultimate Spider-Man não aconteceram por culpa de Bendis ou Immonen (uma dupla muito rápida e produtiva, aliás), mas sim para que desse tempo de Ultimatum ser lançada e mostrar os acontecimentos que deveriam estar na série principal.

Portanto, a recompensa para quem passou todos esses anos acompanhando os 133 números da revista é ler o que acontece com o protagonista numa outra revista! Que meio terrível e ridículo de se terminar uma série. Mas, pelo menos, o visual é bonito…

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2 respostas para “Analisando o final de Ultimate Spider-Man”

  1. Realmente, o visual é ótimo. A ação empolga de verdade. Salve Immonen!

  2. Avatar de Fárney Nunes
    Fárney Nunes

    Bem na verdade não é um comentário, e sim um pedido. Queira ler todo o material do universo Ultimate, vocês poderiam me fornecer um cronologia a ser seguida?

    Atenciosamente

    Fárney

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