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Geoff Johns fala sobre Superman: Secret Origin

Mal foi anunciado o título Superman: Secret Origin (Superman: Origem Secreta), o escritor Geoff Johns comentou sobre a minissérie em entrevista para o site Newsarama.

Ele confirmou que sairá do título Action Comics junto com o desesenhista Gary Frank para fazer as 6 edições da nova origem definitiva que recontará a história de Clark Kent crescendo para se tornar o Homem-de-Aço.

O editor-chefe Dan DiDio também comentou sobre a minissérie, “Com as revistas do Superman seguindo para Crise Infinita, nós fizemos alguns sugestões de mudanças que poderiam ocorrer com a origem do Superman e com quem ele é. Há um monte de coisas que tem sido mudadas durante um período, e o que Geoff faz, o que ele sempre faz tão bem é incorporar vários aspectos da origem do Superman para algo que eu acho bem claro, definitivamente ele pegou o personagem como ele existisse hoje, e o mais importante, como nós iremos presenciá-lo pelos anos que virão” e continuou, “As mudanças de John Byrne foram importantes e fortes quando ocorreram nos Anos 80, e eu sinto que a origem de Geoff terá essa impressão agora, para 2009 e antes disso”, terminou.

Confiram a entrevista abaixo:

Newsarama: Geoff, porquê o Superman precisa de uma revisada/balançada origem agora, ou melhor, uma definitiva?
Geoff Johns: Porque as pessoas estavam pedindo por ela. E nós também.

A oficial e nova “Origem Secreta” do Superman é um projeto que Gary e eu estivemos planejando desde que começamos a trabalhar na Action Comics. Com as mudanças acontecendo, fez sentido para Gary e eu avançarmos para Superman: Secret Origin como uma série autônoma. As edições são mais longas do que o normal e tem tomado nosso tempo de trabalho antes do previsto. Isso é incrivelmente importante para nós e a qualidade e o prazo eventual devem ser perfeitos.

Para mim, histórias de origem – particularmente histórias de “Origem Secreta” no Universo DC – são vitais para introdução e mitologia dos personagens para um público maior e eu acho que pode ser para o público de longa data também. Nós não vemos uma releitura moderna das primeiras aventuras do Clark como Superboy com a Legião dos Super-Heróis, ou o dia que Superman conheceu Jimmy Olsen ou origens de vilões antigos do Superman como o Parasita e Metallo. Mais importante, o próprio Clark Kent explorando em seus primeiras anos de um jeito que nunca foi explorado antes. E o maluco do Gary Frank, um dos maiores artistas do Superman da história, ilustrando isso. Cada capa, cada painel, cada linha.

Para leitores antigos, com a volta da inclusão da Legião dos Super-Heróis nas histórias do Superman, apresentação do General Zod e todas as outras mudanças feitas pós-Crise Infinita há 3 anos atrás, elas pediram por uma origem secreta definitiva. Man of Steel foi brilhante e Birthright foi um livro lindo (Superman: O Homem-de-Aço, origem criada por John Byrne e O Legado das Estrelas, última origem reformulada de Mark Waid e Leinil Francis Yu de 2003 respectivamente), mas Superman: Secret Origin será a linha direta para os títulos mensais modernos. Irá apresentar novas visões da origem não só do Superman, mas dos grandes aliados, inimigos e elenco de apoio e irá amarrar tudo que Gary e eu tenhamos feito durante Action Comics, bem como a armação do palco para o futuro.

Como leitores do seu trabalho e do Gary em Action Comics, você tem jeito ajustes nos assuntos de Krypton em New Krypton, assim como está mostrando os primeiros anos do Clark, então qual é a ambientação da história, cronologicamente?
GJ: Isso vem com a juventude do Clark, passando pelas suas primeiras aventuras com a Legião dos Super-Heróis e sua chegada e apresentação em Metropolis como Superman. Nós incluímos as três primeiras capas (imagem acima) nessa entrevista e você pode ver uma grande e bela parte da história de Clark Kent sendo reintroduzida – isto é, Superboy.  Mas um pouco distorcido.

Você pode nos contar sobre algum personagem ou dica que você esteja brincando mais do que foi mencionado antes? Alguma coisa não será enfatizado?
GJ: Vocês verão Ma e Pa Kent, Lana Lang, Pete Ross, a Legião de Super-Heróis, Mordru, Lois Lane, Jimmy Olsen, Perry White, o Parasita, Metallo, Lex Luthor e outros…

E falando da origem do Superman, o que terá lá? O que é inviolado a seu ver?
GJ: Eu só posso dizer, diferente das histórias de origem do Superman anteriores, essa será contada praticamente pelos olhos de Clark. Nós não vamos gastar uma edição em Krypton. Nós vamos começar com as primeiras memórias de Clark quando criança e prosseguir adiante daí. Essa é uma história de auto-descobrimento e do mundo conhecendo o Superman.

Existem muitas versões das origens do Superman e primeiros anos – das versões dos quadrinhos à do seu professor, Richard Donner em Superman: O Filme, até Smallville… Qual você poderia dizer que é a mais próxima?
GJ: Isso não é Smallville ou Superman: O Filme ou Superman: Era de Prata, isso é Superman: Secret Origin por Gary e eu. É uma diferente visão do começo dos personagens e mitos do Superman que serão postos em cena para os quadrinhos mensais do Superman. Isso não significa o fim do meu envolvimento com a Família do Superman.

Isso também não é o fim de Gary e eu como um time. Nós estamos sincronizados criativamente num nível que eu acho que nós nunca tínhamos alcançado. Gary é um dos maiores contadores de história e artistas dos quadrinhos e esses personagens são tão sortudos quanto eu por está trabalhando com ele. Eu sou incrivelmente grato por tudo isso. E depois de Superman: Secret Origin, Gary e eu já sabemos o que virá em seguida. Esse será o mês.

Superman: Secret Origins #1 tem previsão para a segunda metade de 2009.

O que eu acho? Superman merecia esse tratamento faz tempo.

Lam.

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19 Comentários

  1. Camino, acho que essa série será necessaria, já que estragaram digo, mudaram a origem do Homem de Aço.
    Tomara que o Geoff com a arte sensacional do Gary consiga dar uma boa melhorada.
    Essa sua critica que a série é pra vender, bem, benvindo ao mundo da industrai dos HQS, não seja ingênuo, mesmo a revista mais
    artistica é pra vender. Somos uma economia capitalista globalizada. A questão é se é SÓ pra vender.
    Sinceramente, acho que se a coisa está sendo escrita com mais calma, então já vale a pena.
    Afinal de contas, o personagem é um parametro para qualquer outro Super-Heroi. Hehehehhe, tô zoando.
    É muita mudança, e muita coisa que o Robison tá trazendo nunca foi vista pelos leitores novos.
    Eu que sou macaco velho me lembro de duas históias do Asa Noturna e da Flamejante Kandorianos.
    Acho que inclusive com as mudanças depois dessa crise ultima (TOMARA) que a Legião vai ter, precisa mesmo.
    Eu particularmente sou fã da ideia da DC Pós Crise encabeçada de Byrne que Kal-El nunca foi Superboy.
    Ou se é pra colocar ele com aventuras no futuro, que mantivessem a opção do desenho da Legião dele se chamar Superman.
    Ainda estou esperando quando a DC vai tomar coragem e colocar de verdade e não só em versões de outras dimensões cabelos brancos nos seus personagens bases. Hal Jordan já tinha passado por isso, mas voltou a ser trintão.
    Chris Kent, Damian, Bart Allen a filha do Roy, esses caras que deviam ser os heróis de linha.
    Todos com o Tim de coordenador geral, com um novo pensamento do que é um Super-Herói no Seculo XXI, mais consciencioso assuntos sociais e menos facistóides.
    Felipe, Frank Miller é um gênio, um artista a frente do seu tempo. Dark Knight Strikes Back é genial. Ele começa a trazer essa linha que citei acima, que será explorada daqui auns 10 anos ou menos. E All Star Batman…tem uma critica do que o Batman se tornou depois que ele mesmo reformulou o personagem. O que ele faz é diferente e sempre será, ele levanta a bandeira contra essa onda realista que os HQs está cada vez mais se rendendo á industria cinematografica. Eu particularmente gosto do trabalho do Gary Frank porque ele está comprometido com a industria sim, utiliza realismo sim, mas seus personagens são quase caricaturas.
    E nesse momento Nova Kripton e exilio espacial II é bom ver um a historia mais “humana” do Homem de Aço.
    Sim, sim, eu sou uma contradição rs

  2. Frank Miller só escreve a mesma coisa. Batman All Star é uma tremenda porcaria, tenho vergonha de ler aquilo. Roteiro idiota, cheio de frases feitas e arte totalmente desprestigiável, cada página você vê uma Pin-Up.
    E o que ele fez com Spirit é imperdoável.
    Geoff Jons é muito melhor que os 3, ele simplesmente escreve algo bom, o cara tem mais da metades dos Titulos da DC em suas mãos, e ninguem fica preocupado se ele vai fazer merda.
    Enfim, Geoff Jonhs >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Grant Morrison>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Frank Miller.

  3. Lam, assita filmes do Almodovar, especialmente os primeiros, e quem sabe vc vai entender que o que Miller faz é mostrar o quanto é ilusório o que vc julga ser verossímil nos HQs. Ele trabalha com a Pop Art e com o exagero.
    Tudo que você descreveu que ele faz JÁ EXISTIA EM HQs muito antes de você ou ele nascer. Só está maquiado de “realismo”.
    Pior, ele faz uma critica ao que ao pensamento, política e a estética impera no mundo contemporâneo
    E vou te contar um segredo : The Spirit SEMPRE teve Pin-Ups. Vai ler antes de falar. 😉

  4. O Jim Lee so desenha Pin-Ups nas paginas de All Star Batman, eu sei que existem Pin-Ups de Spirit, mas elas não estão em cada páginas das obras do mestre Will Eisner.
    Não, não vou assistir filmes do Almodovar, eu não disse que o Frank Miller começou com algum estilo narrativo, apenas que ele é repetitivo e mediocre.
    Entenda o que eu quero dizer antes de falar. 😉

  5. Hm, eu tenho todas os 10 numeros de All Star Batman … e 60% da narrativa não tem nenhum personagem feminino.
    Tirando os quadros da Vicky Valle, da Canário Negro , das rápidas aparições da Mulher Maravilha e da Mulher Gato, a maior parte das páginas da revista são “Pin-Ups Free”. E a Babs não tem corpo de Pin-Up.
    Entendi o que vc acha da narrativa dele. Desculpe. Uma pena.
    Repetitivo pra mim é só ver a mesma coisa linear e classicista de sempre.
    Miller trabalha com pontos de vista , tantos narrativos como visuais de forma maestral.
    Acho que ele é vital para os HQs , exatamente pq a maioria escreve da mesma forma.
    E ele é sobretudo autoral. Vc sabe que está lendo Frank Milller
    Releia Elektra Assassina um dia. Se você conseguir a edição encadenada, tem um artigo EXCELENTE exatamente de como é a anti-narrativa de Miller. Aquilo é pra mim é uma das melhores coisas que ele já escreveu.
    Fora Ronin que também é revolucionário. Tem conceitos ali que até Matrix copiou.
    Quanto ao Almodovar, ia abrir sua cabeça. Mas enfim, cada num com seu “eu acho” rs

  6. E o Eisner está se revirando no tumulo, porque o Miller transformou The Spirit em The Sin City 2.
    Enfim, não vejo diferença do All Star Batman para o Marv, dois cretinos idiotas.

  7. Lam você gosta de histórias lineares e sem ousadia, no estilo do Geoff Jons e tantos outros, isso não é demérito mas também não é motivo de destratar e dizer que é uma porcaria os escritores que escrevem diferente.
    Alan Moore, Frank Miller e Grant Morrison influenciaram toda uma geração e mudaram muito da maneira como os quadrinhos são escritos para nossa geração, e não fizeram isso seguindo a fórmula existente. Poderia citar também o genial Neil Gaiman, mas ele se mantém em outra categoria. Li All Star Batman e posso dizer que, assim como All Star Superman, é totalmente digno do seu nome.

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