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Resenha: As Maiores Histórias da Mulher-Maravilha

Após um longo atraso, finalmente trago a resenha do terceiro volume da Coleção DC 70 Anos, publicado pela Panini Comics, trata-se obviamente de As Maiores Histórias da Mulher-Maravilha, já publicamos As Maiores Histórias do Superman e As Maiores Histórias do Lanterna Verde.

Antes de falar sobre as histórias, quero deixar para a posteridade minha indignação com Alex Ross, que sinceramente só sabe desenhar os personagens com aparência de velhos. Reparem que a Mulher-Maravilha da na capa de Ross parece uma senhora de 50 anos coberta de maquiagem após passar por inúmeras cirurgias plásticas. Será que ele adquiriu este vício após Reino do Amanhã?

A introdução desta vez é feita por Lynda Carter, a eterna Mulher-Maravilha[bb] da série de televisão (1975-79), no texto Lynda fala basicamente da sua experiência descobrindo a personagem e o que a esta passou a representar na sua vida. O que fica claro é que Lynda não se interessa nem um pouco pelos quadrinhos da personagem. Em seguida Paul Dini e Alex Ross apresentam em duas páginas a origem da personagem.

“A Mulher Maravilha Chega à América” (Sensation Comics #1, 1942) introduziu a personagem no inicio da década de 40, a dupla criativa é Dr. Charles Moulton e H.G. Peter. Uma história rápida com muita informação, que define a personagem orbitando ao redor do Capitão Steve Trevor. É interessante ver como todos os ideais pregados atualmente pela DC no início de vida dos personagens valiam pouco, por exemplo, nesta história a Mulher-Maravilha aceita “fazer um ganho” num show onde defendia-se de tiros com seu bracelete mágico, depois ela aproveita o dinheiro faturado e compra uma identidade falsa de uma garota que estava partindo para a América do Sul.

“Corporação da Vilânia”, “Armadilha da Chama Rubra” e “Em Mãos Impiedosas” (Wonder Woman #28, 1948) é um arco de histórias que mostra um grupo de vilãs e outro de extraterrestres conseguindo fugir da prisão da Ilha Paraíso, onde eram mantidas obedientes e submissas por um cinturão mágico. As vilãs conseguem prender as amazonas e a Mulher-Maravilha, que são salvas pela ex-prisioneira Irene, que gostava de viver como escrava das amazonas. Mas nem todas vilãs são presas, algumas escapam para invocar o poder da chama-rubra (que pode controlar a mente das pessoas) e outras utilizam uma máquina de involução para transformar humanos em macacos. Claro que no fim tudo se resolve, mas o que chama atenção nesta obra de Mouton são as idéias “controversas” do criador da personagem.

William Moulton Marston nasceu em 1893 e era formado em psicologia, durante sua vida trabalhou como teórico, inventor e escritor de quadrinhos,. Moulton foi um dos inventores do “detector de mentiras”, que nos quadrinhos foi adaptado para o laço de Diana, outro destaque a ser mencionado é o fato que Moulton sempre pregou que as mulheres eram mais verdadeiras e precisas que os homens, podendo assim trabalhar melhor e mais rapidamente em qualquer atividade.

Após publicar a tese “Não ria dos quadrinhos”, que abordava o potencial dos quadrinhos na educação, Moulton foi convidado por Max Gaine para trabalhar como consultor na All American Productions – uma das empresas que formou a DC Comics. Mas a idéia de uma heroína feminina surgiu de sua esposa Elizabeth, Moulton então apresentou uma personagem chamada Suprema, uma mistura de Superman com seu ideal de mulher perfeita: carinhosa, submissa, amorosa… a idéia foi para frente e a então formada DC Comics apenas alterou o nome da personagem para Wonder Woman (Mulher-Maravilha no Brasil).

A primeira aparição da personagem se deu em dezembro de 1941 na revista All Star Comics #8 e em seguida na revista Sensation Comics #1 (janeiro 1942), ganhando seu título próprio seis meses depois em Wonder Woman #1. Durante sua carreira como escritor, Moulton sempre embutiu de maneira sutil temas polêmicos para a época, tais quais homossexualismo (em especial lesbianismo), sadomasoquismo, submissão física, mental e sexual, sadismo… tudo pensando em transformar as gerações que liam suas histórias.

Voltando ao encadernado, a terceira história apresentada se chama “Confidencial” e foi publicada em Wonder Woman 99 (1958), nela é revelada a origem por detrás de sua segunda identidade secreta, a tenente Diane Prince. Em seguida temos “Mulher-Maravilha: Procurada” (Wonder Woman 108, 1959) com a tradicional história do herói que se finge de mau para capturar o bandido que pensava controlar sua mente.

“Giganta, A Garota Gorila” foi publicada em Wonder Woman 163 (1966) e possui uma história tão boba que sinceramente me recuso a perder meu tempo comentando. A única do livro história escrita por Dennis O’Neal é “A Rival da Mulher-Maravilha”, totalmente final dos anos 60 ela nos mostra uma personagem diferente e que reflete as conquistas femininas das décadas anteriores. O’Neal é um gênio e gostaria de ter visto mais do trabalho dele na publicação, ainda mais depois do final onde faz uma deixa espetacular. “Faça um Pedido” avança para o número 214 de Wonder Woman, publicado em 1974, é uma história com a participação do Lanterna Hal Jordan, que investiga Diana para a Liga da Justiça.

“Seja a Mulher-Maravilha e Morra” é uma excelente história da dupla Robert Kanigher e Jose Delbo, nela Diana precisa lidar com uma sósia que possui uma doença terminal e quer mostrar ao mundo seu que possui valor e que acaba interpretando Diana num filme antes de morrer. “Quem Matou Mindi Mayer” é outra aventura de grande qualidade, escrita pela lenda George Pérez e desenhada por Bob McLeod foi publicada em Wonder Woman 20 de 1988. Em ritmo de romance policial, Diana precisa descobrir o que aconteceu com uma antiga amiga assassinada e, como muitos bons roteiros da época, nos mostra que os quadrinhos possuem um potencial bem maior que apena incitar violência.

Por fim Phil Gimenez fecha a edição com chave de ouro em “Ela é uma Maravilha” (Wonder Woman 170, 2001), uma história que mostra bem o significado da personagem no atual universo DC. O enredo se desenrola após Lois Lane resolver passar um dia com a amazona para publicar uma matéria sobre Diana, porém a reporter do Planeta Diário nunca foi uma grande fã da mulher que por muitos é considerada o par perfeito para o Superman, o que gera excelentes situações de reflexão.

12 opinaram!

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  1. Lam você não entende nada da DC mesmo, desde quando a Mulher-Maravilha têm aparência de cinquentona? Desde quando o Flash é gordo? Outro dia você estava reclamando que o Benes desenhava o flash muito musculoso e que ele deveria ser mais esguio, agora você vêm falando que eles são velhos? Melhor você se decidir.

  2. Qual é o nome da coleção? DC 70 anos! Novos que eles não são. Eles estão há décadas na ativa.
    Alex Ross faz todos mais velhos pra mostrar a experiencia desses heróis. O Ross os heróis parrudos e não gordos, totalmente condizente com o biotipo que o Ross faz.
    Por isso que o Alex Ross é o melhor desenhista atual de quadrinhos, ele passa um realismo que nenhum outro artista passa para os seus herois, você vê a Liga dele e você sabe que eles são herois experientes.
    Quem não conhece nada de DC é você que acha que o maior heroi da historia é o Batman, quando até a minha avó, que nunca abriu um gibi na vida, sabe que é o Superman.

  3. Aqui a discussão não têm nada haver com essa bobeira de quem é o maior herói. O Alex Ross não desenha os personagens velhos somente aqui, qualquer capa que ele faz podemos reparar isso. No mais esse argumento que eles estão décadas na ativa é totalmente ingênuo, na cronologia dos personagens décadas de publicação não passam de apenas alguns anos. É só comparar a idade que o Ross dá aos personagens com os desenhos dos outros profissionais, como bem o Daniel já havia dito Ross possui um pensamento antiquado sobre os personagens que se reflete de maneira negativa nas construções visuais propostas por ele.
    Ross já foi muito melhor, há dez anos atrás realmente ele podia ser considerado o melhor da área, mas existem atualmente outros artistas plásticos melhores que ele trabalhando com quadrinhos. Particularmente gosto muito mais Mike Mayhew e do Esad Ribic por exemplo, eles não ficam distorcendo os personagens por convicções retrógradas

  4. alex ross e o melhor desenhista do mundo em atividade hoje!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    mais respeito camino . vç preferiria quem o lifield????????

  5. A critica do Camino tem sua valia. Ross desenha inspirado em modelos e também nos atores que imortalizaram as personagens, no caso da Diana de Lynda Carter. Como a Lynda já não é nenhuma jovenzinha, e como Ross tem essa estetica retrô (Valmer que o diga) …
    De qq maneira, os traços humanos do Ross são sempre muito duros, tem uma forte impressão. Eu AMO os paineis do Ross, e gosto do fato da DC incentiva-lo a pintar, mas acho que essa onda “realista” precisa acabar. Senão, o próprio Ross não vai conseguir se reinventar, ato necessário para todo artista.
    Uma das minha versões de Mulher-Maravilha preferidas atualmente é a do Miller em DK2 e All Star Batman. E a do New Frontier tb arrebenta.

  6. Opnião não se discute , se lamenta.
    A arte, as escolhas narrativas e estéticas pós modernas de Frank Miller está muito alem da sua visão limitada de que HQ é “realista”, na minha opinião.

  7. A Mulher-Maravilha não aparenta ser cinquentona. Está é muito sensual e muito gata e com um corpão que bota muita periguete (se bem que ela é uma periguete também), que ela era para ficar com o Steve Trevor seu grande amor e não ficar dando em cima do Superman que é casado com Lois Lane e só por isso o Homem de Aço virou um "galinha vagabundo" e o Batman que este tem horas que gosta de mulher (namorou a Vick Vale mas se derrete para a curvilinea criminosa MulherGato) ou tem horas que parece homossexuall enrustido (culpa da gaiata série de TV "Batman" de 1966 ao fazer com que de paródias dos Trapalhões o Batman interpretado sempre por Dedé Santana fosse visto por Renato Aragão como homossexual)

  8. A Mulher-Maravilha não aparenta ser cinquentona. Está é muito sensual e muito gata e com um corpão que bota muita periguete (se bem que ela é uma periguete também), que ela era para ficar com o Steve Trevor seu grande amor e não ficar dando em cima do Superman que é casado com Lois Lane e só por isso o Homem de Aço virou um "galinha vagabundo" e o Batman que este tem horas que gosta de mulher (namorou a Vick Vale mas se derrete para a curvilinea criminosa MulherGato) ou tem horas que parece homossexuall enrustido (culpa da gaiata série de TV "Batman" de 1966 ao fazer com que de paródias dos Trapalhões o Batman interpretado sempre por Dedé Santana fosse visto por Renato Aragão como homossexual)

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Publicado por Salvador Camino

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