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Resenhando “Flash: Volume Dois” – Renascimento DC

Qual velocidade podemos alcançar para poder está em dois lugares simultaneamente? A velocidade da luz? Não poderei responder as perguntas, já que mesmo mais rápido que seja, não podemos estar em dois locais ao mesmo tempo. E é isso que Joshua Williamson traz neste segundo volume que a Panini lança do Flash, a incapacidade do super velocista.

Sendo reapresentado neste Universo Renascido da DC Comics, o Flash adquire seu papel no Renascimento DC, onde Williamson e Carmine Di Giandomenico recupera a essência do personagem. Barry Allen e Wally West continuam suas aventuras agora que Central City possui diversos habitantes que adquiriram poderes de supervelocidade, após uma tempestade, onde o Flash é um guia para eles nesta nova vida,  já apresentado no Volume 1.

Arte de Carmine Di Giandomenico

Agora no volume 2, temos as edições Flash #6-12, que permanece ligada ao que ocorre em todas as demais séries do Renascimento, com momentos interligados, que relembram as continuidades mais populares da DC. O roteirista concentra-se principalmente no Kid Flash Wally West aqui, e infelizmente confunde o personagem juvenil com o tom da história. Willianson não continua o papel apresentado para esse novo Wally, mais melancólico que o anterior, mas revela uma ótima conclusão para o arco do Deus da Velocidade (Godspeed), seguindo o arco Speed of Darkness (The Flash #9-13).

Arte de Felipe Watanabe.

Como já analisei anteriormente, a série do Flash adquire um papel central no que está ocorrendo neste universo e como tal, deveria estar como um dos títulos principais da DC Comics. E o foco é seguir o que a série da TV está fazendo, como uma das mais bem sucedidas da DC e ainda com um filme no horizonte. O encontro entre os dois Wally faz com que a aura apresentada no primeiro volume fique de lado e fique a desejar, mas é só esse ponto negativo que destaco, pois pelo todo, os autores compõem bem o que a série com certeza merece.

Sem spoilers, a narrativa do arco da Speed ​​Storm finaliza com perdas surpreendentes e inevitáveis e o primeiro encontro entre Barry e Iris. Já o segundo arco, Speed of Darkness  ambienta o mundo de Flash sendo invadido pela escuridão tanto literal como metaforicamente. O novo Kid Flash acaba confrontando o Flash, pelas diferenças que cada um possui, mas para salvar Iris, acabam se unindo para enfrentar um inimigo que personifica a escuridão. Bom aproveitamento das relações entre o trio Barry/Wally/Irís, mas em geral não há tantos problemas emocionais como o primeiro volume.

Arte de Jorge Corona.

Ilustrado por Jorge Corona, Felipe WatanabeDavide Gianfelice e Neil Googe juntamente com Carmine Di Giandomenico que finaliza as edições #6-9, o volume 2 experimenta uma diferença muito grande na arte, Di Giandomenico continua dinâmico e com a ajuda das cores de Ivan Plascencia fica melhor ainda. Corona é muito caricato com os personagens, Watanabe melhora, plasmando dinamismo às cenas de batalha e Gianfelice ambienta o cenário interdimensional lindamente, atraindo a atenção para sua arte, que merece reaparecer na série. Googe finaliza o arco, mas o estilo simplista não há nada de bom ou de mau para realmente destacar algum problema.

Arte de Davide Gianfelice.

Além da multiplicidade de artistas que trabalham nas edições, vale a pena notar que Plascencia volta a fazer as cores em todo volume. Um trabalho fantástico que confere a série seu próprio estilo. Com a constante mudança de artistas que esta série passa, um colorista estável é uma benção absoluta.

Temos aqui uma HQ que ampara o Flash como herói, numa aventura que se que se concentra na construção do novo Kid Flash. No entanto, perde um pouco da profundidade, complexidade e emoção que o volume anterior teve. Mas vale conferir a senda aventuresca que este volume trás.

Publicado por Cadorno Teles

Habitante das terras áridas dos vales, guerreiro aposentado que desgraçadamente foi jogado numa dimensão que ninguém acredita nele. Se tornou professor, e nos momentos livre aproveita para ler e levar livros pelo sertão. RPG, quadrinhos, literatura e cinema estão entre seus vícios, para esquecer ou mesmo lembrar de seu mundo originário.

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