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Resenhando “Flash: Volume Dois” – Renascimento DC

Qual velocidade podemos alcançar para poder está em dois lugares simultaneamente? A velocidade da luz? Não poderei responder as perguntas, já que mesmo mais rápido que seja, não podemos estar em dois locais ao mesmo tempo. E é isso que Joshua Williamson traz neste segundo volume que a Panini lança do Flash, a incapacidade do super velocista.
Sendo reapresentado neste Universo Renascido da DC Comics, o Flash adquire seu papel no Renascimento DC, onde Williamson e Carmine Di Giandomenico recupera a essência do personagem. Barry Allen e Wally West continuam suas aventuras agora que Central City possui diversos habitantes que adquiriram poderes de supervelocidade, após uma tempestade, onde o Flash é um guia para eles nesta nova vida,  já apresentado no Volume 1.

Arte de Carmine Di Giandomenico


Agora no volume 2, temos as edições Flash #6-12, que permanece ligada ao que ocorre em todas as demais séries do Renascimento, com momentos interligados, que relembram as continuidades mais populares da DC. O roteirista concentra-se principalmente no Kid Flash Wally West aqui, e infelizmente confunde o personagem juvenil com o tom da história. Willianson não continua o papel apresentado para esse novo Wally, mais melancólico que o anterior, mas revela uma ótima conclusão para o arco do Deus da Velocidade (Godspeed), seguindo o arco Speed of Darkness (The Flash #9-13).


Como já analisei anteriormente, a série do Flash adquire um papel central no que está ocorrendo neste universo e como tal, deveria estar como um dos títulos principais da DC Comics. E o foco é seguir o que a série da TV está fazendo, como uma das mais bem sucedidas da DC e ainda com um filme no horizonte. O encontro entre os dois Wally faz com que a aura apresentada no primeiro volume fique de lado e fique a desejar, mas é só esse ponto negativo que destaco, pois pelo todo, os autores compõem bem o que a série com certeza merece.
Sem spoilers, a narrativa do arco da Speed ​​Storm finaliza com perdas surpreendentes e inevitáveis e o primeiro encontro entre Barry e Iris. Já o segundo arco, Speed of Darkness  ambienta o mundo de Flash sendo invadido pela escuridão tanto literal como metaforicamente. O novo Kid Flash acaba confrontando o Flash, pelas diferenças que cada um possui, mas para salvar Iris, acabam se unindo para enfrentar um inimigo que personifica a escuridão. Bom aproveitamento das relações entre o trio Barry/Wally/Irís, mas em geral não há tantos problemas emocionais como o primeiro volume.


Ilustrado por Jorge Corona, Felipe Watanabe, Davide Gianfelice e Neil Googe juntamente com Carmine Di Giandomenico que finaliza as edições #6-9, o volume 2 experimenta uma diferença muito grande na arte, Di Giandomenico continua dinâmico e com a ajuda das cores de Ivan Plascencia fica melhor ainda. Corona é muito caricato com os personagens, Watanabe melhora, plasmando dinamismo às cenas de batalha e Gianfelice ambienta o cenário interdimensional lindamente, atraindo a atenção para sua arte, que merece reaparecer na série. Googe finaliza o arco, mas o estilo simplista não há nada de bom ou de mau para realmente destacar algum problema.

Arte de Davide Gianfelice.


Além da multiplicidade de artistas que trabalham nas edições, vale a pena notar que Plascencia volta a fazer as cores em todo volume. Um trabalho fantástico que confere a série seu próprio estilo. Com a constante mudança de artistas que esta série passa, um colorista estável é uma benção absoluta.
Temos aqui uma HQ que ampara o Flash como herói, numa aventura que se que se concentra na construção do novo Kid Flash. No entanto, perde um pouco da profundidade, complexidade e emoção que o volume anterior teve. Mas vale conferir a senda aventuresca que este volume trás.

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