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Um olhar sobre o retorno de Kitty Pryde

Ao passar pelos X-Men, Joss Whedon fez um trabalho excepcional e definitivamente conseguiu deixar sua marca na equipe mutante, os diálogos eram inteligentes, bem humorados coisa bem típica dele, porém dentre os mutantes que ele escolheu duas personagens se destacaram, Emma Frost e Kitty Pride. O embate destas foi magnifíco pois o diálogo entre elas era ferino. Me recordo de aguardar ansiosamente cada edição para ver o desenrolar do relacionamento das duas tanto que considero sua luta a melhor dos quadrinhos.

Ao final da 24ª edição de Astonishing X-Men (aqui no Brasil recebeu o nome de Surpreendentes X-Men), as duas tem um dos diálogos mais emocionantes que já li e apesar de todas as diferenças e da desconfiança de Kitty sobre a integridade moral de Emma e sua lealdade para com os X-Men e Scott Summers, ambas conseguiram passar por cima deste entrave e trabalhar juntas, e partir disso a jovem mutante conseguiu salvar o planeta, mas se perdeu no infinito do espaço.

Anos se passam, após a Invasão Secreta Skrull e durante o Reinado Sombrio de Norman Osborn a Marvel achou que era hora de trazer a mutante de volta mas antes mesmo de entrar no mérito, gostaria de voltar novamente na última edição e levantar alguns pontos. Após Kitty ficar perdida no espaço e presa em uma estranha ligação com a bala, todas as grandes mentes do universo Marvel tentaram encontrar meios para trazê-la de volta e não conseguiram, e quando falo das grandes mentes digo Tony Stark, Reed Richards, o Fera e Dr. Estranho.

Então se os maiores CDFs da Marvel queimaram suas massas cinzentas tentando trazê-la de volta e não conseguiram, como Magneto conseguiu essa proeza?

Isso mesmo, na edição 522 de Uncanny X-Men o mestre do magnetismo é o responsável por trazer a heroína de volta, aparentemente ele sentiu um metal peculir se aproximando na primeira vez em que veio em direção a Terra, e ao sentir que ele estava retornando a nossa galáxia usou seus poderes para atrair a bala até o nosso planetinha, simples assim e sem um pingo de emoção. Para não dizer que não houve emoção, ao se libertar Kitty se viu presa em sua forma intangível (exatamante como aconteceu com ela na saga Masscare de Mutantes).

Foi um retorno bobo, sem graça e confesso que esperava muito mais da edição que prometia um grande retorno. Não sei como Magneto em nome de Deus conseguiu fazer o feito que nem Reed Richards conseguiu, e a “festinha” de boas-vindas para ela foi patético. Lamentei muito que o retorno de uma personagem fantástica como a Kitty tenha se dado de forma tão simples, bem no meio do Reinado Sombrio de Norman Osborn e com tantas coisas acontecendo no universo Marvel como a saída dos mutantes de São Francisco, a saga Necrosha que envolveu a X-Force, o cerco a Asgard e no meio disso tudo o retorno dela.

Com tudo acontecendo em volta o retorno passou como algo despercebido e pequeno perto do que poderia ter sido, a Marvel poderia ter explorado mais o “luto” de Colossus, a culpa que Emma vem sentindo desde que Kitty se perdeu no espaço e fazer uma edição bela e cheia de emoção, mas que acima de tudo respeitasse a obra prima que Joss Whedon e John Cassady fizeram.

Não tem como discutir que a dupla fez coisas mirabolantes, porém com grande estilo, como o retorno do mutante russo que foi poético (tudo bem que a arte do Cassaday ajudou muito), mas o diálogo da Kitty com a Rainha Branca quando ela estava presa dentro da bala foi emocionante. Aí é que percebemos a diferença entre um bom profissional e um medíocre, o bom consegue fazer da história mais esdrúxula um épico e Whedon conseguiu isso com maestria.

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