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Impressões sobre o Quickstart de Geist: The Sin Eaters.

No dia vinte e oito de junho, narrei minha primeira mesa de Geist: the Sin Eaters, com a ajuda do quickstart fornecido pela WW. A pequena crônica é legal para apresentar uma pequena parte do universo da nova linha, a segunda completamente original do “segundo” (já que a palavra “novo” não pode se aplicar mais, com cinco anos de existência) World of Darkness.

O jogo foi bastante fluido e rápido, talvez até mesmo rápido demais (ainda que seja ideal para convenções, formato para o qual ele foi desenvolvido). Acredito que todos conseguimos entender um pouco mais a linha e se divertir com ela, mas de forma alguma a história do Quickstart me pareceu original ou mesmo boa.

O primeiro ponto que devo comentar é a respeito dos personagens, a krewe (trupe?) é muito bem montada e equilibrada. Todos têm o seu papel a cumprir dentro da pequena história do jogo, e ninguém me parece muito deslocado. A personagem Zita, entretanto, foi feita por alguém que não leu a errata do livro básico (gastou 3 pontos de mérito para uma língua), e seus poderes fazem com que uma das cenas da mesa percam a razão de existir (a perseguição de carros).

O problema, é que a maioria deles pareceram clichês demais: um ex-policial? Um jornalista interesseiro? Não são realmente coisas tão raras de se ver em mesa. Zita e o Ellis no entanto me parecem ambos muito bem construídos. A primeira é uma latina interessante, que trabalha em um desmonte de carros, o segundo é um enlouquecido professor de antropologia que perdeu todo seu tato social junto com sua sanidade.

O ponto mais alto do quickstart é sem sombra de dúvidas o esclarecimento sobre os poderes inatos e o aspecto geral dos Sin Eaters, com certeza as informações mais interessantes. Neste quesito os Devoradores se mostram um template bastante interessante e surpreendente, capaz de gerar muitas histórias boas.

O principal problema mesmo se dá na história, que ainda que baseada em um assassino real “O filho de Sam” nova-iorquino, é muito clichê e não explora tão bem o lado mais místico dos devoradores de pecado. Praticamente nada sobre o Mundo Inferior e seus habitantes e criaturas é citado e nas poucas partes em que o faz é onde a história ganha algum brilho. Os fantasmas são bem interessantes e divertidos, assim como a forma como os membros do Krewe lidam com eles.

Mas isso é um problema comum a boa parte dos Quickstart, não cheguei a ler nenhum até hoje que me satisfaça de forma plena como história. Existem ali elementos legais, mas também outros bem dispensáveis. Acredito que o Quickstart vale para aliviar a curiosidade de alguns enquanto agosto não chega, mas por enquanto, as prévias que tem sido lançadas no site oficial me parecem bem mais interessantes.

De qualquer forma, vale mencionar, tudo indica que Geist já teve a sua primeira remessa esgotada na Amazon. Fiz o meu pedido com um mês de antecedência e já não vou receber meu livro na data de lançamento, ao que parece, só teremos uma resenha mais efetiva de Geist por aqui em Setembro.

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