Ambrosia Literatura "Coma", a minissérie dos irmãos Scott

“Coma”, a minissérie dos irmãos Scott

A minissérie do canal A&E produzida pelos irmãos Ridley e o falecido Tony Scott, dirigida por Mikael Salomon, fez mais uma vez uma adaptação do famoso livro Coma, escrito pelo médico Robin Cook. A história já tinha sido adaptada uma vez para os cinemas em 1978 por Michael Crichton, e foi um tremendo sucesso na época.

Com um especial de 2 horas, a minissérie contou com dois capítulos transmitidos respectivamente em 3 de Setembro e 4 de Setembro deste ano.

A trama gira em torno da estudante de medicina Susan Wheller (Lauren Ambrose) começando seu primeiro ano no hospital-escola Peach Tree Memorial. Susan tem um grande peso em suas costas, já que foi seu falecido avô quem construiu o hospital e muitas das alas levam o nome da família.
Seus colegas não vão muito com a sua cara, por achar que ela tem privilégios diferente deles. Não demora muito, Susan começa a desconfiar de pacientes saudáveis que são admitidos para cirurgias simples e acabam entrando em coma sem qualquer explicação.
Ela começa a investigar os casos, mas logo obstáculos começam a surgir e sua vida passa a correr perigo. Mais e mais ela tem certeza de que tudo envolve o local para onde os pacientes são levados, o Instituto Jefferson.
Acontece que entrar no local não é tão fácil assim, e muitos olhos pairam sobre Susan e suas ações no momento.

O primeiro episódio se concentra basicamente na personagem de Susan tentando investigar os casos de coma do hospital e na apresentação de outros personagens, como seu professor e chefe da Residência Cirúrgica, Dr. Mark Bellows (Steven Pasquale) que tem um caso com a Dra. Agnetta Lindquist (Geena Davis), chefe do Departamento de Psicologia. Aos poucos, podemos conhecer o caráter de cada um dos personagens e em como isso vai influenciar ao longo da história.O segundo episódio é cheio de adrenalina e muitos momentos de tensão, com grandes acontecimentos ocorrendo quase que ao mesmo tempo em locais diferentes. Agora que conseguiu algumas evidências, a heroína não quer desistir de chegar ao fundo de toda a história.

Justamente por se tratar de uma minissérie tão curta e que é baseada num livro, fica impossível não fugir às falhas e clichês. Alguns cortes bruscos são feitos e muitas vezes a movimentação da câmera é confusa.
Toda a construção de personagens é corrida, assim como os problemas e mistérios que são apresentados, para em dois quadros seguintes ser totalmente desvendados. Não se dá a chance do espectador de ficar em dúvida ou julgar qual personagem é bom e qual é ruim. Não. Foi escolhido desde o início fazer a divisão do bem e do mal e em como eles viriam a bater de frente no decorrer da trama.
Além do mais, juntou-se um elenco de estrelas, muitas das quais foram pobremente utilizadas e/ou não se destacaram devido ao fato do tempo de série ser tão curto.
Talvez o único ponto que conte a favor de tudo é o fator tensão. Mesmo nos momentos mais calmos, existe aquela atmosfera de tensão em que se pega pensando que a qualquer instante alguma coisa importante vai acontecer. Creio que se tivessem estendido a minissérie em mais um episódio, aí sim ficaria redondinho.

Com uma pontuação de 5.4 no IMDB, a minissérie é dedicada à memória de Tony Scott, que se suicidou em Agosto, não podendo ver o lançamento de seu trabalho.

Como não é possível se aprofundar muito na história desta forma, é totalmente recomendável que adquira o livro de mesmo nome, Coma.
O autor, Robin Cook é Oftamologista e já escreveu outros livros de mesma temática como Contágio, Toxina, Estado Crítico, Mutação entre outros.

[xrr rating = 2.5/5]

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