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“Love” e a divertida desromantização do romantismo moderno

E não é que Judd Apatow também sabe fazer série? Com pretensioso nome de Love, a comédia é um barato, do tipo gostosinha de assistir e dar aquela risada cretina aqui e ali. Toda construída em cima de clichês (a começar pela audácia do título), mas, assim como faz no cinema, Apatow os usa de maneira autorreferente, deixando sempre no ar a linha tênue entre o pastiche e o deboche de si mesmo.

Em dez episódios de meia hora, Gus (Paul Rust) e Mickey (Gillian Jacobs), formam um casal que já nascem fadados aos estereótipos: ele, um nerd clássico; ela, uma garota descolada, mas cheia de carência afetiva. Ambos na casa dos 30, tiveram um histórico de decepções nos relacionamentos. A história se passa em Los Angeles, onde ele é professor dos atores teen de um seriado e ela, produtora de um programa de rádio. O casal se conhece por acaso, passa um dia juntos e acaba retomando o contato.

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É interessante falar de amor partindo de cartilhas tão conhecidas, mas Apatow e seu bom elenco, têm o humor como ferramenta principal para fazer com a história engrene pela dimensão de seus personagens. A série entrelaça seus universos e a química entre o casal vai seduzindo a medida que a história avança, e que as novas formas de se relacionar vão permitindo.

Vale ressaltar que os diálogos são ótimos, o que não é muito difícil (apesar das armadilhas) em séries metidas a cools, que versam de alguma forma sobre o universo nerd. O humor é certeiro (mesmo que em alguns episódios caia no lugar comum), mas é no romantismo quase “desromantizado” da trama que está a graça de assistir até que ponto o clichê pode ser tão bizarramente bom.

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