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Em jogo de emoções de David Mamet, analisar (apenas) é uma jogada de risco

O ato de analisar é um ato preso a seu objeto de estudo e a seu foco. E de uma certa maneira está amparado por procedimentos teóricos. No filme Jogo de emoções, do diretor americano David Mamet, feito em 87, uma psicanalista recebe no seu consultório um paciente nervoso que a questiona quanto seu modo de escuta, enquanto ele está devendo uma soma alta para uma aposta em um jogo.

Você apenas vai escutar? Diz ele. Ele a chama para a ação, para que intervenha no seu problema. Ela vai ao lugar onde homens passam à noite jogando e apostando altas somas de dinheiro. Nesta balança de apostas um jogador da roda se envolve-se demais pelo seu instinto de ganância podendo sair de lá como um perdedor endividado.

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No momento que ela olha uma cena de um jogo, toda estrutura narrativa do diretor será um manipulação dos signos assertivos ou não do que o espectador pode crer quanto a sua ingenuidade e fé no ser humano. Uma linha de montagem de vigarices e falcatruas irão ser apresentadas a ela pelo personagem do ator Joe Mantegna e seus comparsas. A cada ação de fraude à terceiros, algo na ação da desonestidade daquele grupo vai colando-se a personagem da psicanalista.

Ela saiu do consultório para fechar a dívida de seu paciente, mas aos poucos e quando ela parece ter um fascínio pelo personagem de Joe Mantegna – ela se vendo como observadora de um mundo sem ética, e sem regras sociais; a sua verdade interna desabará quando uma revelação irá ser crucial para que ela e o expectador pare de ser ludibriado, por que (ela nós) estamos na escuta, (ela nós) são uma forma de estarmos sendo analisados pela semântica cinematográfica de Mamet.

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Publicado por Fernando Andrade

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