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“O Esquadrão Suicida” aposta na diversão “sem-noção” para revigorar franquia

Salvo raríssimas exceções, todo DCnauta quer apagar “Esquadrão Suicida” da mente. O longa de 2016 prometia muito no trailer e se revelou um filme mal ajambrado, lotado de erros. Uma prova do quão equivocada é a decisão de permitir que o estúdio tome conta de todo o processo criativo. No caso de “O Esquadrão Suicida”, a DC faz um mea culpa, colocando na cadeira de diretor James Gunn (que realizou o sucesso “Guardiões da Galáxia” para a rival Marvel) com amplos poderes criativos.

Estabelecendo uma metáfora futebolística, a entrada do novo técnico fez com que o time jogasse mais solto. A interação entre os integrantes da equipe está mais divertida, com uma química semelhante à vista em “Guardiões da Galáxia”, uma missão mais empolgante e vilão muito mais interessante.

Dessa vez, os renegados Arlequina, Sanguinário, Pacificador e outros condenados na prisão de Belle Reve juntam-se à Força Tarefa X para uma arriscada missão na remota ilha infundida pelo inimigo de Corto Maltese.

As novas contratações de Amanda Waller (Viola Davis) se saem bem, com destaque para Sanguinário de Idris Elba, que lidera o filme com carisma e um arco bem desenvolvido (mas que poderia naufragar nas mãos de outros). O Pacificador de John Cena também foi uma ótima nova aquisição dentro da equipe, e que ganhará série da HBO Max em breve. Vale destacar o bom trabalho de dublador de Sylvester Stallone como Tubarão-Rei.

Claro que Arlequina recebe muitos holofotes. A personagem é uma das mais midiáticas da DC, e agora não está mais sob a sombra do Coringa. Margot Robbie também parece ainda mais à vontade no papel. Mas o roteiro, também escrito por Gunn, não comete o erro de privilegiá-la em detrimento dos outros personagens. Pode-se dizer que todos brilham.

O que muitos apontam como trunfo do longa acaba sendo sua fragilidade. Nessa aposta no conceito “sem-noção”, a violência gráfica, eivada de humor negro, funciona em vários momentos, porém em outros é gratuita e pueril, assim como boa parte das piadas, que parecem ter sido escritas por um adolescente de 14 anos. O roteiro se apoia no carisma e na química dos personagens para funcionar, mas é uma forma de camuflar os claros buracos e conveniências narrativas.

Não fica dúvidas de que O Esquadrão Suicida é muito superior a seu antecessor. Mas isso não é lá uma grande vantagem. As primeiras críticas podem ter sido demasiadamente positivas muito por conta dessa comparação assimétrica. O fã da DC deve encarar esse aqui com uma diversão ligeira e eficiente e não como uma obra transformadora, um divisor de águas na história do cinema baseado em quadrinhos. Agora com um saldo positivo, a equipe pode sim deslanchar uma franquia.

Nota: Bom – 3 de 5 estrelas

“O Esquadrão Suicida” aposta na diversão “sem-noção” para revigorar franquia
3 / 5 Crítico
Avaliação

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