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“Thor 2: O Mundo Sombrio” e o reflexo perturbador de Loki

Tirando a franquia X-Men, onde a linha tênue entre a vilania e senso heroico e bem mais complexo, Loki, é o melhor vilão de todo o universo Marvel (aliás, em minha opinião o Homem Aranha entra na categoria de herói mais bacana da editora/estúdio, porém com os piores antagonistas). Com Loki, o mundo de Thor fica bem mais interessante. Thor 2: O Mundo Sombrio não teria metade do estofo dramático sem a figura do vilão, interpretado com requinte e ambiguidade pelo ator Tom Hiddleston. A trama é consequente: Após os acontecimentos de Os Vingadores, Thor precisa manter a paz nos nove reinos que entraram em guerra depois que a Bifrost foi destruída. Porém, com a aproximação da Convergência (alinhamento dos planetas), os Elfos Negros retornam para levar o Universo de volta à escuridão. Thor agora precisa se aliar ao seu traiçoeiro irmão, Loki, para impedi-los.

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Para tanto, tudo o que gravita em torno do plot “Thor precisa do irmão malvado Loki para salvar Asgasrd” é bem superior à confusa trama científica (e que engloba o “mundo real”, ou seja, uma desperdiçada Natalie Portman). O diretor Alan Taylor, que se destacou pela condução de episódios chaves da série Game of Thrones, traz a franquia uma sujeira estética mais orgânica que a alegoria elisabetana (principalmente no design de produção) anterior de Kenneth Branagh. E o roteiro? Bem, a cartilha “Hq” de ser é seguida piamente – até para garantir os dólares na bilheteria (a mesma lógica do melodrama nas novelas para garantir a audiência nossa de cada dia), mas é aí que entra o trunfo que só Thor pode oferecer ao gênero: Loki, sintetizado no diálogo em que Thor diz: “Eu queria muito confiar em você!” E Loki responde: “Confie na minha fúria!” Isso diz muito sobre a representatividade de um personagem na efemeridade de um filme de super herói. Ainda bem…

[xrr rating=3/5]

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Publicação Renan de Andrade