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Recruta Zero completa 60 anos!

Em 4 de Setembro de 1950 foi publicada a primeira tira do preguiçoso e divertido Recruta Zero, ou Beetle Bailey, como é conhecido nos EUA. Até hoje a tira é criada pelo seu autor, Mort Walker, 86 anos, com a ajuda de assistentes como seu filho Greg Walker.

Zero não foi sempre um recruta. O personagem surgiu como um estudante chamado Spider, inspirado na vida universitária do autor. Essa primeira fase do personagem não fez muito sucesso, e em 13 de Março de 1951, menos de um ano após a publicação da primeira tira, Zero se alistou no exército.

Primeira tira, publicada em 1950

Nessa época os EUA participavam da Guerra da Coréia, e um grande número de jovens estava se alistando. Os leitores se identificaram com o personagem e as tiras do Recruta Zero, que inicialmente eram impressas em apenas 12 jornais, rapidamente passaram a ser publicadas em 100.

No Exército, mais especificamente no Campo Swampy, a vida de Zero não era muito diferente dos tempos de estudante. Seus colegas da universidade foram substituídos pelos colegas do acampamento militar, e o lugar dos professores que o atormentavam foi ocupado pelos oficiais do exército. Zero continuou sendo o jovem preguiçoso, capaz de fazer qualquer maluquice para evitar o trabalho.

Entre os companheiros de Zero, os mais famosos são o ingênuo Dentinho, o paquerador Quindim, o rebelde Roque e o intelectual Platão. O oficial que mais se destaca nas tiras é o Sargento Tainha, sempre perseguindo Zero e ocasionalmente dando-lhe uma surra para que o recruta entre na linha. Tainha é meio estúpido, durão e violento, mas também sentimental. Outros oficiais que chamam a atenção são o inepto General Dureza e o ambicioso Tenente Escovinha. Cuca é o cozinheiro que arruína o apetite dos soldados com sua comida horrível, Srta Tetê é a secretária sexy e burra, e Oto é o cachorro do Sargento Tainha, com personalidade e aparência comicamente semelhantes às do seu dono.

Em 1954 as tiras do Zero foram banidas da revista Star and Stripes – uma publicação oficial das Forças Armadas dos EUA – por supostamente desrespeitarem os oficiais do exército. A publicidade gerada por esse ato de censura apenas contribuiu para tornar a tira mais famosa.

As histórias do Recruta Zero também ganharam a forma de animações e revistas de quadrinhos. Aqui o personagem também teve revistas próprias, a última editada pela Editora Globo, com histórias roteirizadas e desenhadas por artistas nacionais.

No Brasil foram lançadas boas coletâneas das tiras originais do personagem, em edição de bolso pela editora L&PM, e em edição de luxo pela Opera Graphica.