Ambrosia Colunas Quartas de Sangue e Riso #3 - The Big Bang Theory. Bazzinga!

Quartas de Sangue e Riso #3 – The Big Bang Theory. Bazzinga!

The Big Bang Theory desde que foi ao ar pela primeira vez caiu no gosto popular. A nova sitcom do mesmo produtor de Two And a Half Men, Chuck Lorre, foi um sucesso instantâneo e uma aposta não tão arriscada. Se TBBT tivesse estreado 15 anos antes, saberíamos de imediato que o sucesso não seria tão grande, com grandes chances da série ser cancelada ainda na primeira temporada; mas como agora o estereótipo da moda é o nerd, a CBS acertou em cheio em sua nova empreitada. O programa obviamente não funciona apenas por ser sobre o universo nerd, mas por acima de tudo, ser muito bem executado. As piadas sobre física, sci-fi, quadrinhos e literatura são muito bem boladas e encaixadas de forma que as referências não se tornem completamente gratuitas, fazendo com que elas façam parte do ambiente, complementando a composição do cenário e do roteiro em si. São piadas que atingem apenas um determinado nicho, de modo que pessoas “comuns” – ou seja, à parte das singularidades que definem a cultura pop em geral – simplesmente não entendem. No entanto, a série permite à qualquer espectador com um mínimo de dedicação (sim, é preciso um pouco) acompanhar as aventuras de Sheldon e companhia. Na verdade, o roteiro é um convite à descoberta de um novo mundo, de características tão banais para os não habituados a ele, e concomitantemente com o inverso da magnitude de importância para os pertencentes ao mesmo. E é o que sempre definiu estas pessoas à “margem da sociedade” para a própria: um ser de outro planeta. Quer exemplo melhor do que o próprio Dr. Sheldon Cooper?

É muito importante destacar o casting desta série. Os atores exibem performances que beiram a genialidade do ofício, transparecendo incrível talento junto à concessão de qualidades pessoais que trazem veracidade ao roteiro. Quando Jim Parsons (ator que interpreta o Sheldon) fala sobre física, o espectador vê não um ator interpretando um físico, mas sim, um físico. A qualidade se estende para os demais atores e atribuições, de modo que mesmo o fã de quadrinhos, ou de Tolkien, por exemplo, consegue se identificar e acreditar que aqueles personagens realmente entendem do que estão falando. Os créditos vão não só para os atores, mas para o roteiro enxuto e bem trabalhado. Os cenários, principalmente a casa de Leonard e Sheldon, dão profundidade à atmosfera nerd do programa, fazendo da própria mobília, puros easter eggs para o deleite dos fãs.

Primeira Temporada

O primeiro ano teve, basicamente, o objetivo de apresentar e fazer com que o público alvo se identificasse com os personagens e o tema amplamente discutido nos episódios, como por exemplo, quem deveria substituir Bruce Waine ao final da saga Batman RIP (que pelo que me lembro, tal menção nem faz parte da primeira temporada, e sim da segunda, mas ainda vale como exemplo). Muitas vezes os assuntos não são inseridos no roteiro como piadas, mas a situação como um todo compõe toda a graça típica deste tipo de série. Como nesta mesma situação, imagine o seguinte: Penny, a gata da série, saía com o dono da Comic Shop onde os personagens frequentam, Stuart. Eis que a moça convida o rapaz para tomar um café, obviamente deixando transparecer nas entrelinhas que o convite não se tratava realmente de uma degustação da bebida, interesse este obviamente não captado por seu parceiro, que convida quase que instantaneamente Sheldon para a pequena reunião no apartamento da moça. Os três adentram ao aposento, e o que deveria ter terminado em um final feliz, principalmente para Stuart, termina na verdade em uma calorosa discussão sobre o futuro substituto de Bruce Waine no final de Batman RIP. Sabe, ninguém contou piada alguma sobre o Batman. A situação como um todo foi planejada para possuir o teor cômico característico, daí o nome do gênero, sitcom, ou comédia de situação. Mas nesta caso, a graça está simplesmente no comportamento excêntrico dos nerds, cuja extrapolação tende ao infinito em TBBT.

Segunda Temporada

A segunda temporada estende e explora de uma maneira mais profunda, as histórias e interações possíveis para com os personagens, devido ao fato de suas personalidades já estarem fundamentadas no consciente do espectador, fazendo com que os roteiristas tenham mais liberdade de ousar e explorar mais temas nerds. Sheldon virou a sensação do programa, e basicamente tudo hoje gira em torno deste personagem. A única coisa que me incomodou nesta temporada foi o fato de Leonard terminar namorando a Penny, o que para mim, acaba fulminando boa parte da graça na interação entre ambos. A paixão platônica que Leonard nutria era muito mais crível e comicamente atraente do que a situação que rege a relação dos dois nesta atual terceira temporada. Mas o foco nos demais personagens ajudou à remendar este erro, a meu ver, naturalmente.

#fail

Agora que já comentei a série de um modo geral, esta coluna se reservará ao direito de comentar os episódios atuais que vão ao ar toda semana nos EUA, começaremos com o 18, então, se você não acompanha a série pela CBS, fique avisado que o parágrafo a seguir estará recheado de SPOILERS!

Começamos com uma discussão SENSACIONAL sobre Avatar, análise de algumas das cenas com teor sexual do filme (e até as que não deveriam ter este teor), expressando o medo do Raj de cruzar com o tarado e difusor da zoofilia alienígena, James Cameron, na rua. Só um adendo, se Jake Sully é um terráqueo, copular com a Neitiry – mesmo em um corpo Navi – e um bicho pandoriano daqueles não seria, tecnicamente falando, a mesma coisa? Ou seja, ele não estaria copulando com aliens, em primeiro lugar, de qualquer forma? Claro, ele estava utilizando o avatar, mas sua consciência ainda é humana! Enfim, pense nisso e comente aí em baixo! A tirada do Sheldon no fim desta cena também foi brilhante, fez com que o episódio já começasse quente! O enredo girou em torno dele mais uma vez; desta vez Sheldon teve de encarar sua fobia de palco, já que deveria fazer um discurso na entrega de um prêmio que ganhara. Raj tentou ajudar com uma meditação indiana – uma das melhores cenas do episódio -, e Leonard tentou uma seção de terapia, que acabou saindo pela culatra. No fim, o que ajudou Sheldon foi a boa e velha bebida alcoólica, e vale dizer, ajudou até demais. O fim do episódio foi sensacional, garantido o alto padrão ao reter o humor até a última cena.

Abaixo, a fantástica discussão sobre Avatar:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=M3Vzql3AneY[/youtube]

Hoje ficamos por aqui, agora que já fiz a apresentação de todas as séries que serão abordadas nesta coluna, semana que vem farei comentários sobre os episódios exibidos na semana. Só acrescento que The Pacific também será comentado aqui, com rodada dupla na semana que vem, referente as partes II e III. Se você perdeu a apresentação desta nova série da HBO, clique aqui.

Bazzinga!

9 COMENTÁRIOS

  1. TBBT é a única série que tenho saco para acompanhar (essa e Glee, que tá de férias no momento).

    Me divirto horrores com eles, e adoro quando um episódio é centrado na relação entre Sheldon/Penny. Eles são tão opostos que só pode sair boas tiradas disso, tanto de um quanto de outro.

    Gostei que nessa temporada deram mais espaço para o Howard e o Raj, eles eram meio apagadinhos. Mas discordo com o que tu disse sobre o namoro da Penny com o Leonard: saem boas cenas dos dois juntos, e como, dentro da série, o Leonard seria um neutralizador, um nerd mais popzinho, acho certo que tenham apostado na junção dos dois. Até o Howard com namorada se sai bem! =B

    • Eu devo ser talvez o único rabugento que não goste do fato de Leonard namorar a Penny… =P
      De fato, não tinha pensado nestes episódios centrados no Sheldon + Penny. São muito bons mesmo!

      E o Howard com namorada não desce também. Preferia ele dando em cima da Penny o tempo todo, era muito mais engraçado!

  2. TBBT é MUITO bom. Apesar de Sheldon ter tomado o maior espaço a la Jack Sparrow, os caras estão sabendo executar todas as facetas do grupo. As tiradas de Howard esculhambando Sheldon no 18 são totalmente excelentes!

    E Bazinga é com um Z só. =P

  3. Falando sobre Bazingologia: supostamente os dois nomes estão corretos, sendo que a expressão com um Z só tem mais resultados no Google (761 mil contra 364 mil de BazZinga) e constam entre seus resultados entradas mais "oficiais", como o Instantbazinga.com e a Bazinga Shirt.

    Não pensem que eu não tenho nada pra fazer o dia todo, eu tenho é mania de ir atrás dessas porqueiras e atrasar trabalho com isso mesmo! heheheh

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