Street Racer nasceu em 1994, vendido como uma mistura de kart com briga de rua. Criado pelo estúdio britânico Vivid Image e publicado pela Ubi Soft, saiu no Super Nintendo e depois em vários outros consoles. Agora a brasileira QUByte Interactive juntou quatro versões, de Super Nintendo, Mega Drive, MS-DOS e Game Boy, na Street Racer Collection, que chegou ao Switch em 27 de novembro de 2025.
São oito personagens caricatos, cada um com golpes especiais, até 27 pistas, campeonato, o modo Rumble pra jogar os rivais pra fora da arena e até futebol com carrinho. Dá pra jogar em quatro no mesmo console, menos na versão de Game Boy.
Eu já tinha jogado no Mega Drive, mas nem lembrava. Acho que até tenho o cartucho aqui, inclusive, o que faz sentido: essa versão só saiu na Europa e no Brasil. E a QUByte já prometeu pra 2027 uma atualização gratuita com a versão de PlayStation.
A proposta é interessante e a caracterização dos personagens é bem imersiva, com trilha e sonoplastia competentes. Mas, enquanto jogo, no total é fraco. Na coletânea, a pista que joguei lembra o Mario Kart de Super Nintendo, que era um jogo bom na época, mas envelheceu mal. Igual a esse. Eu nem sabia que Street Racer tinha surgido na onda do Mario Kart, mas pelo visto não errei na comparação. Só que ele não acertou tanto quanto o próprio Mario Kart.
A crítica foi na mesma linha. O Tech-Gaming deu 64% na versão de PC e viu o pacote mais como amostra nostálgica do que como retrospectiva completa, com jogos que já mostram a idade. O Xbox Tavern deu 6,5 no Xbox, achou que a nostalgia faz boa parte do trabalho e apontou a versão de Game Boy como a mais fraca.
Street Racer Collection é pra quem viveu a época e quer matar a saudade no sofá com os amigos. Pra quem chega agora, fica difícil recomendar. Custa US$ 19,99 na eShop americana.




















