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"Maze Runner: A Cura Mortal" encerra trilogia de forma correta, mas sem brilho

Ao que parece, os mundos distópicos não têm mais um futuro promissor no cinema. A franquia “Jogos Vorazes” terminou em 2015 com um episódio bem abaixo do esperado e nem foi um grande sucesso de bilheteria. Pior sorte teve “A Saga Divergente”, que após o fracasso retumbante de sua terceira parte, “Convergente”, teve o seu epílogo cancelado para a telona e pode ser lançado diretamente para a TV, sem seus astros principais, e com um orçamento bem menor. Sobrou para a série menos badalada, “Maze Runner”, tentar manter o interesse do público, mesmo que suas produções nunca tenham sido consideradas realmente marcantes.
Neste cenário nada animador para esse subgênero, chega aos cinemas “Maze Runner: A Cura Mortal” (“Maze Runner: The Death Cure”, 2018), que fecha a saga adaptada dos livros de James Dashner com maior apuro técnico e uma produção bem mais elaborada. Mas com alguns problemas que não passam despercebidos até mesmo para quem não é muito atento a isso, o que prejudica um pouco o resultado final.
Após os eventos ocorridos no filme anterior, Thomas (Dylan O’ Brien) e seus amigos, que agora são liderados por Vince (Barry Pepper), descobrem que alguns jovens, incluindo Minho (Ki Hong Lee), foram mandados para um local conhecido como A Última Cidade, comandado pela organização C.R.U.E.L. e usado como base de operações. Thomas decide, então, resgatar Minho com a ajuda de Newt (Thomas Brodie-Sangster), Caçarola (Dexter Darden) e, mais tarde, Brenda (Rosa Salazar).
O que ele não sabe é que Minho está sendo usado pela Dra. Ava Paige (Patricia Clarkson) e por Teresa (Kaya Scodelario) para descobrir a cura definitiva para o vírus Fulgor, que está dizimando a humanidade e transformando suas vítimas em espécies de mortos-vivos. Mesmo temendo reencontrar Teresa, que o traiu e a seus companheiros, Thomas resolve entrar na cidade e acaba se envolvendo numa trama bem mais complicada do que esperava e que o pode decidir o destino de todos.
O principal ponto positivo de “Maze Runner: A Cura Mortal” está no fato de que o diretor Wes Ball finalmente parou de querer usar (em excesso) elementos de outras franquias, como “Jurassic Park”, “Resident Evil” ou “Matrix” e procurou parecer mais original desta vez. Além disso, Ball também mostra evolução como cineasta e constrói boas cenas de ação, como a que abre o filme, mostrando uma operação de resgate de um grupo de jovens que estão num trem em alta velocidade, ou mesmo as de conflitos na sua parte final, sempre com ótimo ritmo e capazes de prender a atenção. Falta apenas saber dirigir melhor os seus atores, mas talvez ele consiga isso num próximo projeto.
Vale destacar também a produção mais caprichada, com cenários gigantescos como os que mostram a Última Cidade (que lembra o design do clássico “Blade Runner”), ou o refúgio dos rebeldes comandados por um novo personagem, Lawrence (Walton Coggins), que lembra um pouco que já foi visto em filmes apocalípticos, como os da série “Mad Max”. Os efeitos especiais, embora não sejam sensacionais, funcionam bem para a trama e mostram que a Fox liberou muito mais dinheiro para que este filme ficasse pronto.
Só que há algumas falhas que acabam se sobressaindo mais do que os acertos do filme. O roteiro, por exemplo. Escrito por T.S. Nowlin, que também participou dos dois capítulos anteriores, o texto peca em usar muitas conveniências para que certas ações aconteçam. Isso tira a credibilidade da história e o senso de perigo já que algumas situações são resolvidas de maneira implausível e nunca deixam o espectador com a sensação de que os personagens têm problemas difíceis de solucionar. Outra questão é a falta de surpresas para alguns mistérios que surgem na trama, fazendo que muita gente adivinhe a resposta de seus enigmas muito antes que elas apareçam.
Além disso, nem todos os personagens são bem aproveitados. A própria grande vilã da série, a Dra. Ava Paige, aparece bem menos e, quando surge, é só para dizer uma frase a respeito da cura e nada mais. Um desperdício usar uma atriz consagrada como Patricia Clarkson para ficar praticamente parada como uma estátua em boa parte de suas cenas. Isso sem falar na volta de um personagem que deveria estar morto (não será escrito aqui qual é para não dar spoilers), que acontece de forma pouco convincente. Para piorar, o filme tem uma duração excessiva que pode deixar parte dos espectadores bastante impacientes.
Não há grandes atuações do elenco e praticamente todos os atores jovens estão no mesmo nível. Dylan O’ Brien, incrivelmente recuperado de um grave acidente que sofreu durante as filmagens de “A Cura Mortal”, não faz nada muito diferente do que mostrou nos filmes anteriores, assim como Kaya Scodelario, Ki Hong Lee ou mesmo Rosa Salazar. Isso sem falar na quase ponta de Nathalie Emmanuel, do tipo “piscou, perdeu”, cuja personagem não acrescenta nada à história. Entre os mais experientes, Giancarlo Esposito pouco tem a fazer com o seu personagem. O mesmo triste destino tem Walton Coggins (debaixo de uma maquiagem grotesca e questionável) e Barry Pepper. Quem tem um pouco mais de sorte são Thomas Brodie-Sangster, que não compromete o drama de Newt, e Aiden Gillen, que apesar de repetir o tom ambíguo do Mindinho da série “Game of Thrones”, deixa o vilão Jenson realmente ameaçador em alguns momentos.
“Maze Runner: A Cura Mortal” pode deixar os fãs dos livros até satisfeitos com a adaptação. Mas dificilmente será lembrado como um ótimo desfecho para essa franquia. É funcional, verdade seja dita. Só que não vai muito além disso. Pelo menos, não causa revolta como a provocada por “A Saga Divergente: Convergente”, por exemplo. Só fica mesmo no terreno do passatempo descartável. Resta saber o que vai acontecer com esse subgênero a partir de agora, com o fim dessa série. Só o futuro (distópico ou não) dirá.
Filme: Maze Runner: A Cura Mortal (Maze Runner: The Death Cure)
Direção: Wes Ball
Elenco: Dylan O’ Brien, Kaya Scodelario, Thomas Brodie-Sangster
Gênero: Ação/Ficção Científica
País: EUA
Ano de produção: 2018
Distribuidora: Fox
Duração: 2h 22 min
Classificação: 12 Anos

  • Olha aqui meu querido, todos os filmes de Maze runner são maravilhosos tá?!
    Os atores interpretam muito bem seus papeis e o filme foi muito bem dirigido, Maze runner me fez chorar quando alguns personagens morreram, me fez gritar de emoção em alguma cena de ação e, principalmente, me fez ama-lo por simplesmente existir.
    Você não é obrigado a ama-lo tanto quanto eu, entretanto você não deve ficar avacalhando com ele, você não sabe se ninguem gosta dele, isso é falta de ética.
    E antes de você perguntar o por que de eu ter entrado nesse site mesmo que o nome já diga mal do filme que eu amo, tá aqui a sua resposta: EU AMO O FILME E QUERO SABER O PORQUE DAS PESSOAS NÃO GORTAREM DELE E FICAREM FANDO MAL DELE.
    EU DEFENDEREI ESSE FILME CUSTE O QUE CUSTÁ, PODE ME XINGAR EM RESPOSTA DO COMENTARIO QUE EU ÃO TO NEM AÍ.
    Beijinhos

  • O filme agradável, de tal maneira que eu gostaria que houvesse continuação, dizer dos actores que desenvolvem determinadas personagens, é bastante individual, por que para mim Dilan O’Brien, protaganiza a sua personagem associada de liderança, nunca querer desistir, nem tampouco se acomodar pelas perdas, e mais com certa retórica na sua explanação, gosto dele e dos demais sairam bem nessa série.

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