em

“The Hour”, da BBC, é um deleite para os telespectadores mais exigentes.

E vem da ortodoxia inglesa a série mais comentada e elogiada da temporada. The Hour, da BBB Two, tem qualidades de sobra para se tornara a grande estreia de 2011, rivalizando bonito com o hype de Game of Thrones e o prestígio de The Killing.

The Hour é ambientada nos anos 50 e mostra os bastidores de um canal de TV, sendo o próprio canal BBC, mas diretamente de um noticiário homônimo, criado pela produtora Bel (Romola Garai). Tentando fazer um noticiário diferente de qualquer outro e contando com o opoio do seu chefe Clarence (Anton Lesser), Bel conta com a presença carismática do galandeador Hector Madden (Dominic West) na apresentação, deixando seu brilhante e complicado amigo Freddie Lyon (Ben Whishaw) no contexto intelectual da atração, o que gera certo antagonismo.

Dentro desse cenário está o clima onipresente da conspiração e paranoia política durante a efervescência da crise de Suez, que movimentou a Inglaterra na época. Freddie começa a investigar um assassinato de um namorado de uma amiga dele, que também morreu de forma suspeita. Cheio de tensão e mistério, Freddie acaba descobrindo que o rapaz trabalhava para um jornal e mandava mensagens secretas pois era um espião.

A BBC espertamente vendeu a série como uma espécie de Mad Men inglesa. E creio que inconscientemente essa referência esteja implícita, mas apesar do figurino brilhante, da direção de arte impressionante e das atuações sólidas, The Hour vai por um outro caminho. E muito bem também. A esperta direção se vale de um clima noir para nos envolver numa trama sobre espionagem cívica e ainda um engenhoso triângulo amoroso de personalidade.

Os econômicos 6 episódios dessa primeira temporada podem, por vezes, até pecarem pelo viés expositivo, ou alguma inverossimilhança em situações chaves, mas a consistência que arregimenta de sua trama é inegável e irresistível. O último episódio então, com uma bem elaborada tensão de um programa ao vivo e suas implicações dramáticas, brindou a história de forma eficiente e com ótimos ganchos para a próxima “season”.

Se o seu nível de exigência com o tempo que passa diante de TV for alto, invista nele assistindo The Hour que a satisfação é garantida… E com o bom e velho toque britânico de se fazer pertinente.

Participe com sua opinião!

Ativista

Publicado por Renan de Andrade

VerificadoEscritorPromotor(a)CinéfiloMusicólogoFanáticos por SériesSuper-fãs

Festival do Rio: A Árvore do Amor, de Zhang Yimou

Quase um ano em cartaz nos cinemas, “Incêndios” é um soco no estômago…